Pré-eclâmpsia Grave: Manejo da Crise Hipertensiva

UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Gestante, 16 anos, G1 P0, IG: 36 semanas e 4 dias é atendida na emergência da maternidade com queixa de cefaléia e escotomas cintilantes. Ao exame apresenta PA: 190x120mmHg, FU: 34cm, bcf: 148 bpm, ausência de metrossístoles, tônus uterino normal e toque evidenciando colo longo e fechado. A conduta nesse caso é

Alternativas

  1. A) Internação, hidralazina venosa, sulfato de magnésio, betametasona e interrupção da gestação após 48h.
  2. B) Internação, nifedipina retard, betametasona e aguardar até 37 semanas para interrupção da gestação.
  3. C) Hidralazina venosa até o controle pressórico e agendar retorno com 37 semanas para interrupção da gestação.
  4. D) Cesariana Imediata.
  5. E) Internação, hidralazina venosa, sulfato de magnésio e interrupção da gestação após estabilização do quadro.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia grave com sintomas e PA >160/110 → Internar, Sulfato Mg, anti-hipertensivo IV e interromper após estabilização.

Resumo-Chave

A gestante apresenta pré-eclâmpsia grave com iminência de eclâmpsia (cefaleia, escotomas, PA muito elevada). A conduta imediata é estabilizar a paciente com sulfato de magnésio para profilaxia de convulsões e anti-hipertensivo venoso, seguida da interrupção da gestação após estabilização do quadro materno.

Contexto Educacional

Pré-eclâmpsia grave é uma complicação séria da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria, com sinais de disfunção orgânica ou sintomas de iminência de eclâmpsia. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para o desfecho. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial e vasoespasmo generalizado. O diagnóstico é clínico, com PA ≥ 160/110 mmHg e/ou sintomas como cefaleia, escotomas, dor epigástrica, ou sinais laboratoriais de disfunção orgânica. A suspeita deve ser alta em gestantes com hipertensão e sintomas neurológicos ou visuais. O tratamento visa controlar a pressão arterial (com anti-hipertensivos como hidralazina IV ou labetalol IV) e prevenir convulsões (com sulfato de magnésio). A interrupção da gestação é o tratamento definitivo, geralmente após estabilização materna, considerando a idade gestacional e a vitalidade fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de iminência de eclâmpsia?

Os sinais de iminência de eclâmpsia incluem cefaleia persistente, distúrbios visuais (escotomas cintilantes, visão turva), dor epigástrica ou no quadrante superior direito, hiperreflexia e clonus.

Qual a função do sulfato de magnésio na pré-eclâmpsia?

O sulfato de magnésio é utilizado para a profilaxia e tratamento das convulsões eclâmpticas. Ele atua como um anticonvulsivante, estabilizando a membrana neuronal e reduzindo a excitabilidade cerebral.

Quando interromper a gestação em casos de pré-eclâmpsia grave?

A interrupção da gestação é o tratamento definitivo para a pré-eclâmpsia grave. Geralmente, é realizada após a estabilização clínica da mãe, o controle da pressão arterial e a profilaxia de convulsões, considerando a idade gestacional e a vitalidade fetal.

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