SMS São José dos Pinhais - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2015
Primigesta, 25 anos, 31 semanas, admitida na emergência com cefaleia e mal estar. Nega comorbidades, uso de qualquer medicação ou droga ilícita. No exame físico apresenta edema de ++/4 em membros inferiores e pressão arterial de 160 x 120mmHg em repouso e decúbito lateral. Exames laboratoriais: bilirrubina normal, contagem de plaquetas normais, enzimas hepáticas normais e parcial de urina com proteinúria. Obs: HELLP. (do inglês Hemolysis, Elevate, Liver enzymes, Low Platelet count). Assinale a alternativa correta:
Pré-eclâmpsia grave 31 sem: Sulfato de Mg, corticosteroide p/ maturação fetal, avaliar vitalidade fetal.
A paciente apresenta pré-eclâmpsia grave (PA > 160/110 mmHg, proteinúria, cefaleia, edema). A conduta inclui sulfato de magnésio para profilaxia de convulsões, corticosteroides para maturação pulmonar fetal (devido à idade gestacional < 34 semanas) e avaliação da vitalidade fetal.
A pré-eclâmpsia grave é uma complicação séria da gravidez, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação, com sinais de disfunção de órgãos-alvo. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para otimizar os desfechos. A paciente do caso apresenta critérios de gravidade, como PA elevada e cefaleia, mesmo sem os critérios completos de HELLP. O manejo da pré-eclâmpsia grave em gestações pré-termo (< 34 semanas) envolve uma abordagem multifacetada. A estabilização materna é prioritária, incluindo o controle da pressão arterial e a profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio. A avaliação contínua da vitalidade fetal é essencial para monitorar o bem-estar do bebê. Além disso, a administração de corticosteroides (betametasona ou dexametasona) é indicada para promover a maturação pulmonar fetal, preparando o feto para um possível parto prematuro. Embora o parto seja a cura definitiva para a pré-eclâmpsia, em gestações pré-termo, busca-se prolongar a gestação o máximo possível, desde que a condição materna e fetal permaneça estável, para permitir a ação dos corticosteroides. A decisão pelo parto deve ser individualizada, considerando os riscos e benefícios.
Pré-eclâmpsia grave é diagnosticada por pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg, proteinúria, e/ou sinais de disfunção orgânica materna (cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, plaquetopenia, disfunção hepática ou renal).
O sulfato de magnésio é o fármaco de escolha para a prevenção e tratamento de convulsões (eclâmpsia) em pacientes com pré-eclâmpsia grave, atuando como um anticonvulsivante e neuroprotetor.
Corticosteroides (como betametasona ou dexametasona) são administrados para acelerar a maturação pulmonar fetal, reduzindo o risco de Síndrome do Desconforto Respiratório do Recém-Nascido, especialmente quando o parto é iminente antes de 34 semanas de gestação.
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