UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2022
Gestante, 35a, G5P3A1, procura maternidade com queixa de cefaleia de forte intensidade há um dia. Nega sintomas respiratórios. Refere boa movimentação fetal. Exame físico: PA= 153x102mmHg, altura uterina= 34cm, BCF= 134bpm. Edema em membros inferiores e superiores 3+/4+ e em abdome. Saturação O₂= 98% (ar ambiente). Fita urinária: 2+/4+ de proteína. Cartão pré-natal:A CONDUTA MEDICAMENTOSA INICIAL É:
Gestante com PA ≥ 160/110 mmHg ou ≥ 150/100 mmHg + sintomas graves (cefaleia, edema 3+/4+, proteinúria) → pré-eclâmpsia grave = iniciar sulfato de magnésio e anti-hipertensivo.
A paciente apresenta quadro clínico compatível com pré-eclâmpsia grave (PA elevada, cefaleia, edema importante, proteinúria). A conduta medicamentosa inicial visa controlar a pressão arterial e prevenir convulsões (eclâmpsia) com sulfato de magnésio e anti-hipertensivos.
A pré-eclâmpsia é uma complicação grave da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria após a 20ª semana. A forma grave da doença é definida pela presença de pressão arterial muito elevada (PA ≥ 160/110 mmHg) ou pela ocorrência de sintomas e sinais de disfunção orgânica, como cefaleia intensa, distúrbios visuais, dor epigástrica, edema pulmonar, entre outros. A paciente do enunciado apresenta um quadro clássico de pré-eclâmpsia grave, com PA de 153x102mmHg, cefaleia, edema 3+/4+ e proteinúria 2+/4+. O manejo da pré-eclâmpsia grave é uma emergência obstétrica que visa prevenir complicações maternas e fetais, principalmente a eclâmpsia (convulsões). A conduta medicamentosa inicial é crucial e envolve dois pilares: a profilaxia de convulsões e o controle da pressão arterial. O sulfato de magnésio é a droga de escolha para a profilaxia e tratamento das convulsões eclâmpticas, sendo administrado por via intravenosa. Para o controle da hipertensão, são utilizados anti-hipertensivos como hidralazina, labetalol ou nifedipino, com o objetivo de reduzir a PA para níveis seguros, evitando picos hipertensivos que podem levar a AVC materno. Além da medicação, o manejo inclui monitorização rigorosa da mãe e do feto, avaliação laboratorial completa e, em muitos casos, a interrupção da gestação, que é o tratamento definitivo da pré-eclâmpsia. A estabilização da paciente antes da interrupção é fundamental para garantir os melhores desfechos.
A pré-eclâmpsia grave é diagnosticada pela presença de hipertensão (PA sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg em duas ocasiões, com 4h de intervalo) e proteinúria, associada a sintomas ou sinais de gravidade, como cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, edema pulmonar, plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas ou creatinina sérica.
A conduta medicamentosa inicial para pré-eclâmpsia grave inclui a administração de sulfato de magnésio para profilaxia de convulsões (eclâmpsia) e anti-hipertensivos (como hidralazina, labetalol ou nifedipino) para controle da pressão arterial, visando evitar complicações maternas.
O sulfato de magnésio é a droga de escolha para a profilaxia e tratamento das convulsões na eclâmpsia. Ele atua como um anticonvulsivante, estabilizando a membrana neuronal e reduzindo a excitabilidade cerebral, sendo crucial para a segurança materna.
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