HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2021
Em pacientes com diagnóstico de pré-eclâmpsia grave, desnecessário solicitar exame de
Pré-eclâmpsia grave → Ureia não é critério diagnóstico/gravidade; Creatinina é mais relevante.
Na pré-eclâmpsia grave, a avaliação da função renal é crucial, mas a creatinina sérica é o marcador mais sensível e específico de lesão renal. A ureia, embora reflita a função renal, é menos específica e pode ser influenciada por outros fatores, não sendo um critério direto para o diagnóstico ou gravidade da pré-eclâmpsia.
A pré-eclâmpsia grave é uma complicação hipertensiva da gravidez que pode levar a morbimortalidade materna e fetal significativa. Caracteriza-se por hipertensão arterial e proteinúria, acompanhadas de sinais de disfunção de órgãos-alvo. O diagnóstico precoce e a avaliação laboratorial adequada são fundamentais para o manejo e a prevenção de complicações como eclâmpsia, Síndrome HELLP e descolamento prematuro de placenta. A avaliação laboratorial na pré-eclâmpsia grave visa identificar a extensão da disfunção de órgãos. Exames essenciais incluem contagem de plaquetas (para trombocitopenia), enzimas hepáticas (TGO/TGP para disfunção hepática), creatinina (para insuficiência renal) e proteinúria de 24 horas. O ácido úrico, embora não seja um critério diagnóstico, é frequentemente elevado e reflete a gravidade da doença. A ureia sérica, por outro lado, é menos específica para avaliar a função renal na gestação, pois seus níveis podem ser influenciados por diversos fatores e a creatinina é um marcador mais fidedigno de lesão renal. Portanto, a solicitação de ureia é considerada desnecessária em comparação com a creatinina para o diagnóstico e acompanhamento da pré-eclâmpsia grave. O tratamento definitivo é a interrupção da gestação, após estabilização materna.
Os critérios incluem pressão arterial ≥ 160/110 mmHg, proteinúria ≥ 5g/24h, plaquetas < 100.000/μL, elevação de enzimas hepáticas (TGO/TGP > 2x o normal), dor epigástrica/quadrante superior direito, insuficiência renal (creatinina > 1.1 mg/dL ou duplicação), edema pulmonar e distúrbios visuais/cerebrais.
A trombocitopenia (plaquetas < 100.000/μL) é um critério de gravidade da pré-eclâmpsia, indicando disfunção endotelial e maior risco de complicações hemorrágicas, como a Síndrome HELLP.
O ácido úrico sérico é um marcador de estresse oxidativo e disfunção endotelial placentária, frequentemente elevado na pré-eclâmpsia. Embora não seja um critério diagnóstico formal, níveis elevados podem indicar maior gravidade e pior prognóstico.
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