Pré-eclâmpsia Grave: Manejo Urgente com Sulfato de Magnésio

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025

Enunciado

Você atende na Unidade de Pronto Atendimento uma paciente secundigesta de 40 anos, idade gestacional de 34 semanas, com queixa de escotomas e cefaleia. Ao exame físico, apresenta Batimentos Cardíacos fetais de 132bpm, edema generalizado, PA = 180X100mmHg. Ela já está em uso de metildopa 500mg ao dia e tem o resultado da proteinúria de ontem de 1,5g/24horas e foi orientada por seu pré-natalista, caso tivesse algum sintoma, a procurar o serviço emergência. Qual das medidas abaixo é a mais adequada para a paciente considerando-se o local em que ela está sendo atendida?

Alternativas

  1. A) Sulfato de Magnésio em dose de ataque de 4gr endovenoso.
  2. B) Realizar Cesárea.
  3. C) Nifedipino 40mg via oral.
  4. D) Nitroprussiato de sódio 20mcg/kg/min intravenoso contínuo.
  5. E) Sulfato de Magnésio em dose de ataque de 5gr intramuscular.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia grave com sintomas neurológicos e PA elevada → Sulfato de Magnésio EV (profilaxia convulsão).

Resumo-Chave

Paciente gestante com 34 semanas, pré-eclâmpsia grave (PA 180x100 mmHg, escotomas, cefaleia, proteinúria) e em uso de anti-hipertensivo, necessita de profilaxia para eclâmpsia com Sulfato de Magnésio endovenoso, sendo a dose de ataque de 4g EV a mais adequada em ambiente de emergência.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia grave é uma condição hipertensiva da gestação que representa risco significativo para a mãe e o feto, exigindo manejo imediato e adequado. Caracteriza-se por hipertensão (PA ≥ 160/110 mmHg) e proteinúria, acompanhada de sintomas como cefaleia, distúrbios visuais (escotomas), dor epigástrica, ou sinais de disfunção orgânica. A idade gestacional de 34 semanas e a presença de sintomas neurológicos indicam a necessidade de intervenção urgente. A medida mais crítica em um cenário de pré-eclâmpsia grave com sintomas neurológicos é a profilaxia da eclâmpsia, que é a ocorrência de convulsões tônico-clônicas. Para isso, o Sulfato de Magnésio é o fármaco de escolha, administrado por via intravenosa. A dose de ataque usual é de 4 a 6 gramas EV em bolus, seguida por uma infusão de manutenção. Embora o controle da pressão arterial seja importante, a prevenção de convulsões tem prioridade. O Nifedipino oral pode ser usado para controle da PA, mas não substitui o Sulfato de Magnésio para profilaxia de eclâmpsia. O Nitroprussiato de sódio é reservado para crises hipertensivas refratárias e geralmente não é a primeira escolha devido aos riscos fetais. A decisão de realizar cesárea depende da estabilidade materna e fetal, mas a estabilização da mãe é a prioridade inicial.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnóstico de pré-eclâmpsia grave?

Pré-eclâmpsia grave é diagnosticada por PA ≥ 160/110 mmHg, sintomas como cefaleia persistente, distúrbios visuais (escotomas), dor epigástrica, oligúria, edema pulmonar, trombocitopenia, disfunção hepática ou renal.

Qual a importância do Sulfato de Magnésio na pré-eclâmpsia grave?

O Sulfato de Magnésio é o agente de escolha para a profilaxia e tratamento das convulsões eclâmpticas, atuando como um anticonvulsivante e neuroprotetor.

Qual a dose de ataque recomendada de Sulfato de Magnésio para pré-eclâmpsia grave?

A dose de ataque padrão é de 4 a 6 gramas de Sulfato de Magnésio administrados por via intravenosa em 15-20 minutos, seguida por uma dose de manutenção.

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