UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2022
Paciente G.A.A., 18 anos, G1LO, IMC 44, IG 36s2d, chega à urgência com queixa de cefaleia, epigastralgia e turvação visual. Nega comorbidades e complicações durante a gravidez e apresentava níveis pressóricos estáveis no pré-natal. Ao exame BEG, PA 140 x 110 (mantida 150 x 120 após 20 minutos) AFU 32 cm BCF 144 dinâmica ausente. Fez ultrassonografia e cardiotocografia sem alterações, quais seriam as próximas condutas?
Pré-eclâmpsia grave (PA ≥160/110 ou sintomas) >34s → MgSO4, anti-hipertensivo, rotina HELLP e indução do parto.
A paciente apresenta pré-eclâmpsia grave devido à hipertensão sustentada (PA ≥ 160/110 mmHg ou ≥ 140/90 mmHg com sintomas graves) e sintomas como cefaleia, epigastralgia e turvação visual. A conduta inclui profilaxia de convulsão com sulfato de magnésio, controle pressórico com hidralazina, investigação de Síndrome HELLP e interrupção da gestação, que é a cura definitiva, por indução do trabalho de parto devido à idade gestacional.
A pré-eclâmpsia grave é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, sendo crucial seu reconhecimento e manejo adequados. Caracteriza-se por hipertensão de início recente após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria e/ou disfunção de órgãos-alvo. Os sintomas apresentados pela paciente (cefaleia, epigastralgia, turvação visual) são indicativos de gravidade e exigem intervenção imediata. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada e vasospasmo, levando a múltiplos sistemas orgânicos afetados. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com a rotina HELLP (hemólise, enzimas hepáticas elevadas, plaquetas baixas) sendo fundamental para avaliar a extensão do comprometimento. A monitorização fetal é essencial para avaliar o bem-estar do feto. O tratamento da pré-eclâmpsia grave visa prevenir convulsões (com sulfato de magnésio), controlar a pressão arterial (com anti-hipertensivos como hidralazina ou labetalol) e, finalmente, interromper a gestação. A idade gestacional de 36 semanas e 2 dias, juntamente com os sintomas de gravidade, indica a necessidade de indução do trabalho de parto, pois a interrupção da gestação é a única medida curativa definitiva. A cesariana é reservada para indicações obstétricas.
A pré-eclâmpsia grave é diagnosticada pela presença de hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg) após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria, e um ou mais dos seguintes: PA ≥ 160/110 mmHg, cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, plaquetopenia (<100.000), disfunção hepática, insuficiência renal ou edema pulmonar.
O sulfato de magnésio é a medicação de escolha para a profilaxia e tratamento das convulsões em pacientes com pré-eclâmpsia grave ou eclâmpsia. Ele atua como um anticonvulsivante, reduzindo a excitabilidade neuronal e o risco de convulsões.
A interrupção da gestação é a única cura para a pré-eclâmpsia. Em casos de pré-eclâmpsia grave, a interrupção é geralmente indicada a partir de 34 semanas de gestação ou em qualquer idade gestacional se houver deterioração materna ou fetal, independentemente da resposta ao tratamento clínico.
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