UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020
Primigesta de 19 anos, sem acompanhamento pré-natal, com 30 semanas, apresenta cefaleia, epigastralgia e diplopia. PA igual a 160/100 mmHg. A paciente foi internada, solicitados exames de avaliação laboratoriais, avaliação do bem-estar fetal e ultrassom obstétrico com doppler, iniciado sulfato de magnésio para prevenção de convulsões até avaliação complementar. Para o controle inicial da pressão arterial, a melhor escolha de hipertensivo para prescrever como dose de ataque inicial no caso descrito é:
Pré-eclâmpsia grave (PA ≥ 160/110, sintomas) → controle agudo da PA com Nifedipina VO, Labetalol IV ou Hidralazina IV.
A paciente apresenta quadro de pré-eclâmpsia grave (PA ≥ 160/110 mmHg ou ≥ 140/90 mmHg com sintomas graves como cefaleia, epigastralgia, diplopia). O controle agudo da pressão arterial é essencial para prevenir complicações maternas. Nifedipina oral é uma das opções de primeira linha para o tratamento da crise hipertensiva na gestação, junto com Labetalol IV e Hidralazina IV.
A pré-eclâmpsia grave é uma complicação séria da gestação, caracterizada por hipertensão arterial (PA ≥ 160/110 mmHg ou ≥ 140/90 mmHg com sintomas graves) e proteinúria, que pode levar a disfunção de múltiplos órgãos. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. O quadro clínico pode incluir cefaleia, distúrbios visuais (como diplopia), dor epigástrica ou em quadrante superior direito, e edema pulmonar. O manejo da pré-eclâmpsia grave envolve a estabilização da mãe, prevenção de convulsões com sulfato de magnésio e controle da pressão arterial. O objetivo é reduzir a PA para níveis seguros (geralmente 140-150/90-100 mmHg) para prevenir complicações cerebrais e cardiovasculares, sem comprometer a perfusão uteroplacentária. As opções de primeira linha para o controle agudo da PA incluem Nifedipina oral, Labetalol intravenoso e Hidralazina intravenosa. A decisão sobre o momento do parto é crucial e depende da idade gestacional e da gravidade do quadro. Em gestações a termo ou com comprometimento materno/fetal significativo, o parto é a única cura definitiva. O acompanhamento pós-parto também é importante, pois a hipertensão pode persistir por semanas.
Pré-eclâmpsia grave é diagnosticada por PA ≥ 160/110 mmHg em duas ocasiões com 15 minutos de intervalo, ou PA ≥ 140/90 mmHg com sintomas graves como cefaleia persistente, distúrbios visuais (diplopia), dor epigástrica, edema pulmonar ou alterações laboratoriais.
O sulfato de magnésio é o agente de escolha para a prevenção e tratamento das convulsões (eclâmpsia) em pacientes com pré-eclâmpsia grave, atuando como um anticonvulsivante e neuroprotetor.
Os anti-hipertensivos de primeira linha para o controle agudo da pressão arterial na gestação incluem Nifedipina oral, Labetalol intravenoso e Hidralazina intravenosa.
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