HCV - Hospital da Cruz Vermelha Brasileira (PR) — Prova 2015
Qual a conduta imediata mais adequada para gestante primigesta de 18 anos com 33 semanas de gestação, com datação por ultrassonografia de 1º trimestre após o diagnóstico de pré-eclâmpsia grave?
Pré-eclâmpsia grave < 34 semanas → Internação, Sulfato de Mg, Corticoide (maturação fetal), anti-hipertensivo (Hidralazina), monitorização rigorosa.
A pré-eclâmpsia grave em gestação pré-termo exige internação e manejo agressivo para prevenir complicações maternas (eclâmpsia) e fetais. O sulfato de magnésio é essencial para neuroproteção fetal e prevenção de convulsões maternas, enquanto os corticoides visam a maturação pulmonar fetal.
A pré-eclâmpsia grave é uma condição hipertensiva da gestação que representa uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. Caracteriza-se por hipertensão arterial e proteinúria, acompanhada de sinais de gravidade, como cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas, entre outros. O reconhecimento precoce e a conduta adequada são cruciais. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada e má perfusão placentária. O manejo da pré-eclâmpsia grave em gestantes pré-termo (como 33 semanas) visa estabilizar a mãe, prevenir complicações como eclâmpsia e síndrome HELLP, e otimizar as condições fetais para o parto. Isso inclui internação, monitorização rigorosa, controle da pressão arterial com anti-hipertensivos (ex: hidralazina), profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio e maturação pulmonar fetal com corticoides. A decisão de interromper a gestação é complexa e depende da idade gestacional, da gravidade da doença e da resposta ao tratamento conservador. Em gestações pré-termo, busca-se prolongar a gestação o máximo possível, desde que não haja risco iminente para a mãe ou o feto, após a administração dos corticoides e estabilização.
O sulfato de magnésio é utilizado para prevenir e tratar convulsões eclâmpticas na mãe e para neuroproteção fetal, especialmente em gestações pré-termo.
Corticoides (como betametasona ou dexametasona) são administrados para acelerar a maturação pulmonar fetal, reduzindo a morbidade e mortalidade neonatal em caso de parto prematuro.
A interrupção é indicada quando a gestação atinge 34 semanas ou mais, ou em qualquer idade gestacional se houver deterioração materna ou fetal incontrolável, mesmo após o manejo inicial.
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