Pré-Eclâmpsia Grave: Manejo Imediato em Gestantes Pré-Termo

HCV - Hospital da Cruz Vermelha Brasileira (PR) — Prova 2015

Enunciado

Qual a conduta imediata mais adequada para gestante primigesta de 18 anos com 33 semanas de gestação, com datação por ultrassonografia de 1º trimestre após o diagnóstico de pré-eclâmpsia grave?

Alternativas

  1. A) Prescrição de Metildopa 250mg a 02 g/dia, dieta livre, corticóide intramuscular, controle ambulatorial da PA e exames laboratoriais
  2. B) Prescrição de Metildopa 250mg a 02 g/dia, dieta hipossódica, corticóide intramuscular, controle ambulatorial
  3. C) Internação, Repouso DLE, Avaliação de vitalidade fetal, controle da PA na próxima hora com propanolol, corticóide, Hidróxido de magnésio dose de ataque e manutenção, interrupção da gestação
  4. D) Internação, Repouso DLE, Avaliação de vitalidade fetal, controle da PA na próxima hora com hidralazina, Sulfato de magnésio dose de ataque e manutenção, corticóoide, controle de diurese e reflexos neurológicos, solicitar exames complementares, observar 24 hs
  5. E) Interrupção imediata por cesareana sem a necessidade de sulfato de magnésio

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia grave < 34 semanas → Internação, Sulfato de Mg, Corticoide (maturação fetal), anti-hipertensivo (Hidralazina), monitorização rigorosa.

Resumo-Chave

A pré-eclâmpsia grave em gestação pré-termo exige internação e manejo agressivo para prevenir complicações maternas (eclâmpsia) e fetais. O sulfato de magnésio é essencial para neuroproteção fetal e prevenção de convulsões maternas, enquanto os corticoides visam a maturação pulmonar fetal.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia grave é uma condição hipertensiva da gestação que representa uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. Caracteriza-se por hipertensão arterial e proteinúria, acompanhada de sinais de gravidade, como cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas, entre outros. O reconhecimento precoce e a conduta adequada são cruciais. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada e má perfusão placentária. O manejo da pré-eclâmpsia grave em gestantes pré-termo (como 33 semanas) visa estabilizar a mãe, prevenir complicações como eclâmpsia e síndrome HELLP, e otimizar as condições fetais para o parto. Isso inclui internação, monitorização rigorosa, controle da pressão arterial com anti-hipertensivos (ex: hidralazina), profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio e maturação pulmonar fetal com corticoides. A decisão de interromper a gestação é complexa e depende da idade gestacional, da gravidade da doença e da resposta ao tratamento conservador. Em gestações pré-termo, busca-se prolongar a gestação o máximo possível, desde que não haja risco iminente para a mãe ou o feto, após a administração dos corticoides e estabilização.

Perguntas Frequentes

Qual o papel do sulfato de magnésio na pré-eclâmpsia grave?

O sulfato de magnésio é utilizado para prevenir e tratar convulsões eclâmpticas na mãe e para neuroproteção fetal, especialmente em gestações pré-termo.

Por que são administrados corticoides na pré-eclâmpsia grave em gestantes pré-termo?

Corticoides (como betametasona ou dexametasona) são administrados para acelerar a maturação pulmonar fetal, reduzindo a morbidade e mortalidade neonatal em caso de parto prematuro.

Quando a interrupção da gestação é indicada na pré-eclâmpsia grave?

A interrupção é indicada quando a gestação atinge 34 semanas ou mais, ou em qualquer idade gestacional se houver deterioração materna ou fetal incontrolável, mesmo após o manejo inicial.

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