Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021
Considere que uma gestante de 19 anos de idade, G1P0A0, com 36 semanas e 5 dias, apresente-se em atendimento inicial de serviço obstétrico com PA = 160 mmHg ×110 mmHg e queixa de dor de cabeça. Considerando esse caso clínico, assinale a opção que apresenta a melhor conduta a ser seguida.
Pré-eclâmpsia grave (PA ≥ 160/110 + cefaleia) → Sulfato de Magnésio (prevenção eclampsia) + anti-hipertensivo IV (Hidralazina/Labetalol).
A paciente apresenta critérios de pré-eclâmpsia grave (PA ≥ 160/110 mmHg e cefaleia em gestante > 20 semanas). A conduta imediata inclui a internação, profilaxia de convulsões com Sulfato de Magnésio e controle da pressão arterial com anti-hipertensivos intravenosos como Hidralazina ou Labetalol, visando evitar complicações maternas e fetais.
A pré-eclâmpsia grave é uma complicação séria da gravidez, caracterizada por hipertensão arterial e proteinúria após 20 semanas de gestação, acompanhada de sinais de disfunção de órgãos-alvo ou pressão arterial muito elevada (≥ 160/110 mmHg). É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, exigindo reconhecimento e manejo imediatos. No caso apresentado, a gestante com 36 semanas e 5 dias, PA de 160/110 mmHg e cefaleia, preenche os critérios para pré-eclâmpsia grave. A conduta inicial é a internação hospitalar para monitoramento intensivo. O tratamento visa prevenir a eclâmpsia (convulsões) e controlar a pressão arterial. O Sulfato de Magnésio é a droga de escolha para a profilaxia e tratamento das convulsões, administrado por via endovenosa. Para o controle da pressão arterial, anti-hipertensivos de ação rápida e segura para a gestação são indicados, como a Hidralazina endovenosa ou o Labetalol endovenoso. É importante evitar quedas bruscas da pressão arterial que possam comprometer a perfusão uteroplacentária. A Nifedipina sublingual, embora reduza a PA rapidamente, pode causar hipotensão súbita e não é a primeira escolha. A decisão sobre o momento do parto também é crucial e deve ser individualizada, considerando a idade gestacional e o bem-estar materno-fetal.
Os critérios para pré-eclâmpsia grave incluem pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg em duas ocasiões, proteinúria, e/ou sinais e sintomas de disfunção de órgão-alvo, como cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas, insuficiência renal ou edema pulmonar.
O Sulfato de Magnésio é crucial na pré-eclâmpsia grave para a prevenção e tratamento das convulsões (eclâmpsia). Ele age como um anticonvulsivante e neuroprotetor, sendo a droga de escolha para essa finalidade.
Para o controle agudo da pressão arterial na pré-eclâmpsia grave, os anti-hipertensivos de primeira linha são a Hidralazina intravenosa e o Labetalol intravenoso. A Nifedipina oral de liberação prolongada também pode ser usada, mas a sublingual é geralmente evitada devido ao risco de hipotensão rápida.
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