HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2023
Primigesta, IG 37 chega à emergência queixando-se de mal estar acompanhado de epigastralgia, cefaléianucal e turvação visual. Nega comorbidades e intercorrências durante a gestação. Negou perdas e sangramento vaginal e refere redução da movimentação há 2 horas. Ao exame: BEG, Glasgow 15, PA 180x120mmHg, AU 34 cm, tônus uterino normal, DU ausente, BCF 142 bpm, colo uterino impérvio, MMII com edema 3+/4+ e reflexos patelares vivos com aumento de área reflexógena. Qual a conduta inicial frente ao caso?
Pré-eclâmpsia grave com sintomas → Sulfato de Magnésio (prevenção convulsão) + Hidralazina (controle PA).
A paciente apresenta quadro de pré-eclâmpsia grave (PA > 160/110 mmHg, sintomas como epigastralgia, cefaleia, turvação visual, hiperreflexia). A conduta inicial visa prevenir convulsões (eclâmpsia) com sulfato de magnésio e controlar a crise hipertensiva com anti-hipertensivos de ação rápida, como a hidralazina.
A pré-eclâmpsia é uma condição hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria após a 20ª semana. A forma grave, como no caso apresentado, manifesta-se com pressões arteriais elevadas (≥ 160/110 mmHg) e sintomas como cefaleia, epigastralgia, turvação visual e hiperreflexia, indicando iminência de eclâmpsia. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada e vasoconstrição, levando a isquemia placentária e liberação de fatores que causam a síndrome clínica. O manejo inicial da pré-eclâmpsia grave visa prevenir as convulsões (eclâmpsia) e controlar a pressão arterial para evitar complicações maternas como AVC. O sulfato de magnésio é a droga de escolha para a profilaxia e tratamento da eclâmpsia devido ao seu efeito anticonvulsivante e neuroprotetor. A conduta inicial inclui a administração de sulfato de magnésio em dose de ataque e manutenção, e o controle da crise hipertensiva com anti-hipertensivos de ação rápida, como a hidralazina intravenosa. A interrupção da gravidez é o tratamento definitivo para a pré-eclâmpsia, mas a estabilização materna deve preceder a decisão sobre o parto, que pode ser induzido ou via cesariana, dependendo das condições obstétricas e maternas.
A pré-eclâmpsia grave é diagnosticada por pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg, associada a proteinúria, e/ou sintomas como cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, edema pulmonar, disfunção hepática, renal ou hematológica.
O sulfato de magnésio é a droga de escolha para a prevenção e tratamento das convulsões eclâmpticas. Ele age como um anticonvulsivante e neuroprotetor, estabilizando as membranas neuronais e reduzindo a excitabilidade cerebral.
Para o controle agudo da crise hipertensiva na gestação, os medicamentos de primeira linha incluem hidralazina intravenosa, labetalol intravenoso e nifedipino oral de liberação imediata. A metildopa é usada para controle crônico, não para crise.
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