Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2022
Os distúrbios hipertensivos na gravidez são uma importante causa de morbidade e mortalidade materna. Sobre essas patologias, assinale a alternativa correta.
Pré-eclâmpsia grave → Cefaleia, distúrbios visuais, trombocitopenia e RCF são indicadores.
A pré-eclâmpsia é uma condição grave na gestação, e a identificação de indicadores de gravidade como cefaleia persistente, distúrbios visuais, trombocitopenia (<100.000/mm³) e restrição de crescimento fetal é crucial para o manejo adequado e a prevenção de complicações maternas e fetais.
Os distúrbios hipertensivos na gravidez são um grupo de condições que complicam cerca de 5-10% das gestações e são uma das principais causas de morbidade e mortalidade materna e perinatal globalmente. A pré-eclâmpsia, caracterizada por hipertensão de novo início após 20 semanas de gestação e proteinúria (ou sinais de disfunção de órgãos-alvo), é a mais grave e complexa dessas condições, podendo evoluir para eclâmpsia. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve uma placentação anormal, resultando em isquemia placentária e liberação de fatores antiangiogênicos e inflamatórios na circulação materna. Isso leva a disfunção endotelial sistêmica, com vasoconstrição, aumento da permeabilidade vascular e ativação plaquetária. Os indicadores de gravidade, como cefaleia, distúrbios visuais (escotomas, diplopia), dor epigástrica, trombocitopenia (<100.000/mm³), elevação das enzimas hepáticas, disfunção renal e restrição de crescimento fetal, refletem essa disfunção multissistêmica. O manejo da pré-eclâmpsia depende da idade gestacional e da gravidade. Em casos de pré-eclâmpsia grave, o objetivo principal é a estabilização materna e o parto, que é a única cura definitiva. Medidas incluem controle rigoroso da pressão arterial, prevenção de convulsões com sulfato de magnésio e monitoramento fetal. A identificação precoce dos sinais de gravidade é fundamental para intervir antes que ocorram complicações como eclâmpsia, síndrome HELLP ou descolamento prematuro de placenta.
A pré-eclâmpsia grave é diagnosticada pela presença de pressão arterial elevada (≥160/110 mmHg) e/ou sintomas como cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, plaquetopenia, disfunção hepática ou renal, edema pulmonar e restrição de crescimento fetal.
A restrição de crescimento fetal (RCF) é uma complicação comum da pré-eclâmpsia devido à disfunção placentária e à redução do fluxo sanguíneo uteroplacentário, o que compromete o suprimento de nutrientes e oxigênio ao feto.
Os principais fatores de risco incluem primiparidade, história prévia de pré-eclâmpsia, hipertensão crônica, diabetes, doença renal crônica, gestação múltipla, obesidade e idade materna avançada.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo