SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2015
São sinais de pré-eclâmpsia grave exceto:
Pré-eclâmpsia grave: PA ≥ 160x110, oligúria, proteinúria > 5g/24h, sintomas visuais/cefaleia, plaquetas ↓, enzimas hepáticas ↑. Dispneia é complicação, não critério.
A dispneia pode ser um sintoma de edema pulmonar, uma complicação grave da pré-eclâmpsia, mas não é um critério diagnóstico direto de pré-eclâmpsia grave como os outros listados. Os critérios focam em disfunção de órgãos-alvo e hipertensão severa.
A pré-eclâmpsia grave é uma síndrome hipertensiva da gestação que afeta aproximadamente 5-8% das gestantes, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. É definida pela presença de hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg) após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria e/ou sinais de disfunção de órgãos-alvo. Os critérios para pré-eclâmpsia grave incluem PA ≥ 160/110 mmHg, proteinúria > 5g em 24 horas, oligúria (< 500 mL/24h), plaquetopenia (< 100.000/mm³), elevação de enzimas hepáticas (AST/ALT > 2x o normal), dor epigástrica ou em QSD, cefaleia persistente, distúrbios visuais (escotomas, borramento) e edema pulmonar. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada e vasospasmo. O manejo da pré-eclâmpsia grave visa prevenir complicações como eclampsia e síndrome HELLP, e geralmente envolve internação, monitoramento rigoroso, controle da pressão arterial e profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio. A interrupção da gestação é frequentemente a única cura definitiva, sendo indicada em casos de gestação a termo ou em qualquer idade gestacional se houver deterioração materna ou fetal.
Os critérios incluem pressão arterial ≥ 160/110 mmHg, proteinúria > 5g/24h, oligúria, disfunção hepática, plaquetopenia, edema pulmonar, sintomas neurológicos ou visuais.
A dispneia pode indicar edema pulmonar, uma complicação grave, mas não é um dos critérios diagnósticos primários da pré-eclâmpsia grave em si, que se concentram em disfunção de órgãos-alvo e hipertensão severa.
A identificação precoce é fundamental para iniciar o manejo adequado, que pode incluir internação, monitoramento intensivo, uso de sulfato de magnésio para profilaxia de convulsões e, em alguns casos, a interrupção da gestação.
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