Pré-Eclâmpsia Grave: Manejo da Crise Hipertensiva na Gestação

HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025

Enunciado

Gestante de 32 anos dá entrada na emergência da maternidade com queixa de "borramento" visual e epigastralgia. A idade gestacional é de 34 semanas, BCF 144 bpm, com boa movimentação fetal, dinâmica uterina ausente, pressão arterial de 200x 130 mmHg. A medicação indicada neste momento é:

Alternativas

  1. A) Sulfato de magnésio endovenoso e hidralazina endovenosa.
  2. B) Sulfato de magnésio via oral e hidralazina endovenosa.
  3. C) Sulfato de magnésio endovenoso e metildopa via oral.
  4. D) Sulfato de magnésio endovenoso e nifedipina endovenosa.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia grave (PA > 160/110 + sintomas) → Sulfato de magnésio (neuroproteção) + Anti-hipertensivo IV (Hidralazina/Labetalol/Nifedipina).

Resumo-Chave

Gestante com pré-eclâmpsia grave (PA ≥ 160/110 mmHg ou sintomas de gravidade) necessita de controle imediato da pressão arterial e profilaxia de convulsões. O sulfato de magnésio é a droga de escolha para neuroproteção, e anti-hipertensivos endovenosos como hidralazina, labetalol ou nifedipina oral são usados para reduzir a PA de forma segura.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica de etiologia desconhecida, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação. A forma grave, com pressão arterial elevada e/ou sintomas de disfunção orgânica, representa uma emergência obstétrica devido ao alto risco de complicações maternas e fetais, incluindo eclampsia, AVC, insuficiência renal e óbito. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada, vasoconstrição e ativação do sistema de coagulação. O manejo imediato visa prevenir convulsões (eclampsia) e controlar a pressão arterial para evitar danos a órgãos-alvo. O sulfato de magnésio é o pilar da neuroproteção, administrado por via endovenosa em dose de ataque seguida de manutenção. Para o controle da crise hipertensiva, a hidralazina endovenosa é uma das opções mais utilizadas, agindo como vasodilatador direto. Outras opções incluem labetalol endovenoso e nifedipina oral. É fundamental monitorar rigorosamente a pressão arterial, a diurese e os reflexos patelares durante a administração do sulfato de magnésio para evitar toxicidade. A estabilização da paciente é prioritária antes de considerar a interrupção da gestação, que é o tratamento definitivo para a pré-eclâmpsia.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para pré-eclâmpsia grave?

A pré-eclâmpsia grave é definida por pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg em duas ocasiões com 4 horas de intervalo, ou pela presença de sintomas de gravidade como cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, edema pulmonar, disfunção hepática, insuficiência renal ou trombocitopenia.

Por que o sulfato de magnésio é indicado na pré-eclâmpsia grave?

O sulfato de magnésio é a droga de escolha para a profilaxia e tratamento das convulsões eclâmpticas. Ele atua como um anticonvulsivante e neuroprotetor, estabilizando as membranas neuronais e reduzindo a excitabilidade cerebral, sendo crucial para prevenir a eclampsia.

Quais anti-hipertensivos são seguros e eficazes para o controle agudo da PA na gestação?

Para o controle agudo da hipertensão grave na gestação, os anti-hipertensivos de primeira linha incluem hidralazina endovenosa, labetalol endovenoso e nifedipina oral de ação rápida. A escolha depende da disponibilidade, experiência do médico e contraindicações específicas da paciente.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo