Pré-eclâmpsia Grave: Reconhecimento e Conduta Urgente

UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2024

Enunciado

Uma gestante de 34 semanas, previamente saudável, apresenta-se à consulta com queixa de cefaleia intensa, edema em membros inferiores e visão turva. A pressão arterial está em 160/110 mmHg, mesmo com uso de anti-hipertensivos. Qual a conduta imediata?

Alternativas

  1. A) Encaminhar a paciente para o hospital de referência com urgência para avaliação de pré-eclâmpsia grave.
  2. B) Aumentar a dose do anti-hipertensivo e agendar retorno para 48 horas.
  3. C) Reforçar as orientações sobre repouso e dieta hipossódica.
  4. D) Prescrever analgésicos para controle da cefaleia e monitorar a pressão em domicílio.

Pérola Clínica

Gestante 34 sem + PA ≥160/110 + cefaleia/visão turva = Pré-eclâmpsia grave → Urgência hospitalar.

Resumo-Chave

Sintomas como cefaleia intensa, visão turva e edema associados a uma pressão arterial elevada (≥160/110 mmHg) em gestante de 34 semanas indicam um quadro de pré-eclâmpsia grave. Esta condição é uma emergência obstétrica que exige encaminhamento imediato para hospital de referência para manejo especializado e avaliação de interrupção da gestação.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia grave é uma complicação séria da gravidez, caracterizada por hipertensão arterial (pressão sistólica ≥160 mmHg ou diastólica ≥110 mmHg) e disfunção de órgãos-alvo, que pode surgir após a 20ª semana de gestação. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, exigindo reconhecimento e manejo rápidos para otimizar os desfechos. Os sintomas apresentados pela paciente, como cefaleia intensa, visão turva e edema, associados à hipertensão grave, são clássicos da pré-eclâmpsia grave. A fisiopatologia envolve uma placentação anormal que leva à disfunção endotelial sistêmica, resultando em vasoconstrição, ativação plaquetária e aumento da permeabilidade vascular. A suspeita deve ser alta em qualquer gestante com hipertensão e sintomas neurológicos, visuais ou epigástricos. A conduta imediata para uma gestante com pré-eclâmpsia grave é o encaminhamento urgente para um centro hospitalar especializado. O tratamento definitivo é a interrupção da gestação, mas o manejo inicial visa estabilizar a paciente, controlar a pressão arterial e prevenir convulsões (com sulfato de magnésio). A idade gestacional de 34 semanas é um fator importante na decisão sobre o momento do parto, buscando um equilíbrio entre a maturidade fetal e a segurança materna.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas de pré-eclâmpsia grave?

Os sinais e sintomas de pré-eclâmpsia grave incluem pressão arterial sistólica ≥160 mmHg ou diastólica ≥110 mmHg, cefaleia persistente, distúrbios visuais (visão turva, escotomas), dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, edema pulmonar e alterações laboratoriais como plaquetopenia e elevação de enzimas hepáticas.

Por que a pré-eclâmpsia grave é considerada uma emergência obstétrica?

A pré-eclâmpsia grave é uma emergência devido ao risco iminente de complicações maternas e fetais graves, como eclampsia, síndrome HELLP, descolamento prematuro de placenta, insuficiência renal aguda, AVC materno e restrição de crescimento fetal, exigindo intervenção rápida para evitar desfechos adversos.

Qual a conduta inicial para uma gestante com suspeita de pré-eclâmpsia grave?

A conduta inicial é o encaminhamento urgente para um hospital de referência com estrutura para manejo obstétrico de alto risco. O tratamento envolve controle rigoroso da pressão arterial, prevenção de convulsões com sulfato de magnésio e, frequentemente, a interrupção da gestação, dependendo da idade gestacional e da gravidade do quadro.

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