SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023
Primigesta, 34 semanas e 05 dias de gestação, com ganho excessivo de peso, edema de mãos, de face e membros inferiores e pressão arterial de 190x120mmhg, associada a cefaléia, escotomas e epigastralgia. Dentre as condutas indicadas, qual a mais adequada para estabilização clínica da paciente?
Pré-eclâmpsia grave com sintomas neurológicos/PA muito alta → Sulfato de magnésio (prevenção convulsão) + anti-hipertensivo (hidralazina/nifedipina/labetalol).
A paciente apresenta quadro de pré-eclâmpsia grave (PA > 160/110 mmHg) com sintomas de iminência de eclâmpsia (cefaléia, escotomas, epigastralgia). A conduta mais adequada para estabilização clínica é a administração de sulfato de magnésio para prevenção de convulsões e um anti-hipertensivo de ação rápida, como a hidralazina, para controle da pressão arterial.
A pré-eclâmpsia grave é uma complicação séria da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria, que pode evoluir para eclâmpsia (convulsões) e outras disfunções orgânicas. O reconhecimento e manejo rápidos são cruciais para a segurança materno-fetal. A presença de sintomas como cefaleia, escotomas e epigastralgia indica iminência de eclâmpsia e a necessidade de intervenção imediata. A estabilização clínica da paciente com pré-eclâmpsia grave envolve duas frentes principais: a prevenção de convulsões e o controle da pressão arterial. O sulfato de magnésio é a medicação de escolha para a profilaxia e tratamento da eclâmpsia, administrado por via intravenosa. Sua ação anticonvulsivante é fundamental para evitar complicações neurológicas graves. Para o controle da crise hipertensiva (PA ≥ 160/110 mmHg), anti-hipertensivos de ação rápida são indicados, como a hidralazina intravenosa, o labetalol intravenoso ou a nifedipina oral. O objetivo é reduzir a pressão arterial para níveis seguros (geralmente 140-150/90-100 mmHg) sem comprometer a perfusão placentária. A decisão final sobre o parto, que é a cura definitiva da pré-eclâmpsia, deve ser avaliada após a estabilização materna.
A pré-eclâmpsia grave é diagnosticada por pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg em duas ocasiões, associada a proteinúria e/ou sinais de disfunção orgânica (cefaleia, distúrbios visuais, dor epigástrica, plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas, insuficiência renal).
O sulfato de magnésio é a droga de escolha para a prevenção e tratamento das convulsões eclâmpticas. Ele atua como um anticonvulsivante, estabilizando a membrana neuronal e reduzindo a excitabilidade cerebral.
Os anti-hipertensivos de primeira linha para crise hipertensiva na gestação incluem hidralazina (IV), labetalol (IV) e nifedipina (oral). O nitroprussiato de sódio e a fenitoína não são as primeiras escolhas devido a potenciais efeitos adversos maternos e fetais.
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