HCE - Hospital Central do Exército (RJ) — Prova 2015
Paciente encontra-se no terceiro trimestre de gravidez com quadro de pré-eclâmpsia grave. Nesse caso, o(s) medicamento(s) que deve(m) ser evitado(s):
Pré-eclâmpsia grave: BRA (bloqueadores receptores angiotensina) são CONTRAINDICADOS na gravidez.
Bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA) e inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) são absolutamente contraindicados durante a gravidez, especialmente no segundo e terceiro trimestres, devido ao risco de malformações fetais, oligoidrâmnio, insuficiência renal fetal e óbito.
A pré-eclâmpsia grave é uma condição hipertensiva da gravidez que exige manejo cuidadoso e rápido para prevenir complicações maternas e fetais. O controle da pressão arterial é um pilar do tratamento, mas a escolha dos anti-hipertensivos deve considerar a segurança fetal. Muitos medicamentos comumente usados para hipertensão em não-gestantes são contraindicados na gravidez devido aos seus efeitos teratogênicos ou tóxicos. Entre os medicamentos que devem ser categoricamente evitados estão os bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA) e os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA). Essas classes de fármacos atuam no sistema renina-angiotensina-aldosterona e são conhecidas por causar malformações fetais, especialmente renais, oligoidrâmnio, restrição de crescimento intrauterino e insuficiência renal neonatal, podendo levar ao óbito fetal. Se uma paciente engravidar usando esses medicamentos, eles devem ser descontinuados imediatamente e substituídos por opções seguras. As opções seguras para o tratamento da hipertensão na gravidez incluem labetalol, hidralazina e nifedipina. O sulfato de magnésio, embora não seja um anti-hipertensivo primário, é crucial na pré-eclâmpsia grave para a prevenção e tratamento de convulsões (eclâmpsia). O conhecimento dessas contraindicações e opções seguras é vital para a prática obstétrica e para a segurança da díade materno-fetal.
Os bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA) e os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) são absolutamente contraindicados durante toda a gravidez devido aos seus efeitos teratogênicos e toxicidade fetal.
O uso de BRA/IECA na gravidez está associado a malformações fetais (especialmente renais), oligoidrâmnio, restrição de crescimento intrauterino, insuficiência renal neonatal e óbito fetal.
Medicamentos como labetalol, hidralazina e nifedipina são considerados seguros e eficazes para o controle da pressão arterial na pré-eclâmpsia grave. O sulfato de magnésio é usado para prevenção e tratamento de convulsões.
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