Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2024
Paciente de 23 anos dá entrada em maternidade com quadro de crise hipertensiva (PA 170X120 mmHg), com diagnóstico de pré-eclampsia grave com proteinúria importante. Para tratamento da crise hipertensiva com hidralazina endovenosa a dose deve ser:
Crise hipertensiva pré-eclâmpsia → Hidralazina EV 5 mg, repetir 5-10 mg a cada 15-20 min, máx 30 mg.
No manejo da crise hipertensiva em pré-eclâmpsia grave, a hidralazina endovenosa é uma das opções de primeira linha. A dose inicial recomendada é de 5 mg, que pode ser repetida a cada 15-20 minutos com doses adicionais de 5-10 mg, até uma dose máxima total de 20-30 mg, visando a redução gradual da pressão arterial para evitar hipoperfusão placentária.
A pré-eclâmpsia grave é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, e o manejo da crise hipertensiva é um pilar fundamental de seu tratamento. Uma crise hipertensiva é definida por pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg e/ou diastólica ≥ 110 mmHg. O tratamento imediato é crucial para prevenir complicações maternas graves, como acidente vascular cerebral, edema pulmonar e descolamento prematuro de placenta. A hidralazina endovenosa é um dos agentes anti-hipertensivos de primeira linha recomendados para essa condição. Sua ação vasodilatadora direta relaxa a musculatura lisa arteriolar, diminuindo a resistência vascular periférica. A dose inicial recomendada é de 5 mg por via endovenosa, podendo ser repetida a cada 15-20 minutos com doses adicionais de 5-10 mg, até uma dose máxima total de 20-30 mg. É imperativo que a redução da pressão arterial seja gradual e controlada, evitando quedas bruscas que poderiam comprometer a perfusão placentária e, consequentemente, o bem-estar fetal. Outras opções incluem labetalol e nifedipino, cada um com suas particularidades e contraindicações. O conhecimento preciso das doses, intervalos e doses máximas dos medicamentos é essencial para a segurança da mãe e do feto, sendo um tópico de alta relevância para residentes em Ginecologia e Obstetrícia e Medicina de Emergência.
Os principais medicamentos de primeira linha incluem hidralazina endovenosa, labetalol endovenoso e nifedipino oral de liberação imediata. A escolha depende da disponibilidade, experiência do serviço e contraindicações específicas.
O objetivo é reduzir a pressão arterial sistólica para 140-150 mmHg e a diastólica para 90-100 mmHg de forma gradual, geralmente em 30-60 minutos. Uma redução muito abrupta pode comprometer a perfusão placentária e o bem-estar fetal.
Os efeitos adversos incluem taquicardia reflexa, cefaleia, náuseas, vômitos e, em casos raros, hipotensão grave. É crucial monitorar a pressão arterial materna e a frequência cardíaca fetal durante a administração para evitar complicações.
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