Pré-eclâmpsia Grave: Diagnóstico e Manejo Essencial

ENARE/ENAMED — Prova 2022

Enunciado

Primigesta de 37 anos, tabagista, idade gestacional de 34 semanas, vai à maternidade queixando-se de cefaleia intensa, epigastralgia e alterações visuais. Exame físico: AFU 30 cm, MF +, DU negativa, PA 160/120 mmHg. O diagnóstico mais provável e a medicação indicada nesse momento são, respectivamente: 

Alternativas

  1. A) síndrome HELLP e hidralazina intravenosa.
  2. B) eclâmpsia e benzodiazepínico.
  3. C) pré-eclâmpsia grave e metildopa.
  4. D) pré-eclâmpsia grave e sulfato de magnésio.
  5. E) eclâmpsia e sulfato de magnésio.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia grave: PA ≥160/110 mmHg ou sintomas como cefaleia/epigastralgia → Sulfato de Magnésio.

Resumo-Chave

A presença de PA ≥ 160/110 mmHg ou sintomas como cefaleia intensa, epigastralgia e alterações visuais em gestante com pré-eclâmpsia caracteriza gravidade. O sulfato de magnésio é a medicação de escolha para prevenção de convulsões (eclâmpsia) nesses casos, não para controle da pressão arterial.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma condição hipertensiva específica da gravidez, caracterizada por hipertensão e proteinúria após a 20ª semana de gestação. A forma grave, como no caso da questão, é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, afetando cerca de 5-8% das gestações. É crucial o reconhecimento precoce dos sinais de gravidade para intervenção imediata e prevenção de complicações maiores. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada e má perfusão placentária. Os sintomas de gravidade incluem cefaleia intensa, alterações visuais (escotomas, diplopia), epigastralgia ou dor em hipocôndrio direito (sugestivo de edema hepático ou hematoma subcapsular), e hipertensão grave. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com monitoramento da pressão arterial, função renal, hepática e contagem de plaquetas. O manejo da pré-eclâmpsia grave visa prevenir a eclâmpsia e outras complicações, sendo a interrupção da gestação o tratamento definitivo. Enquanto isso, o sulfato de magnésio é essencial para a neuroproteção e prevenção de convulsões. O controle da pressão arterial é feito com anti-hipertensivos como hidralazina ou labetalol, mas o sulfato de magnésio não tem essa função primária. A estabilização da paciente é prioritária antes da decisão sobre o parto.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para pré-eclâmpsia grave?

A pré-eclâmpsia é considerada grave quando a pressão arterial sistólica é ≥ 160 mmHg ou a diastólica é ≥ 110 mmHg em duas aferições com 15 minutos de intervalo, ou na presença de sintomas como cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, edema pulmonar, oligúria, ou alterações laboratoriais como plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas ou creatinina.

Qual a principal indicação do sulfato de magnésio na pré-eclâmpsia?

O sulfato de magnésio é a medicação de escolha para a prevenção e tratamento das convulsões eclâmpticas. Ele atua como neuroprotetor, reduzindo a excitabilidade neuronal e o risco de eclâmpsia, uma complicação grave da pré-eclâmpsia.

Como diferenciar pré-eclâmpsia grave de síndrome HELLP?

A síndrome HELLP é uma complicação da pré-eclâmpsia grave caracterizada por Hemólise, Elevação de Enzimas Hepáticas e Plaquetopenia. Embora os sintomas possam se sobrepor, o diagnóstico de HELLP exige a confirmação laboratorial desses três componentes.

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