Pré-eclâmpsia Grave: Critérios Diagnósticos Essenciais

HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2024

Enunciado

É critério para pré-eclâmpsia grave, EXCETO:

Alternativas

  1. A) trombocitopenia (contagem de plaquetas < 150.000/mm³).
  2. B) pressão sistólica (PS) > 160 mmHg ou pressão diastólica (PD) > 110 mmHg, em duas ocasiões espaçadas de no mínimo 4h, com a paciente em repouso no leito (a menos que tenha sido iniciado o anti-hipertensivo).
  3. C) comprometimento da função hepática caracterizada por aumento anormal das enzimas hepáticas (duas vezes a concentração normal) e dor intensa no quadrante superior direito ou no epigástrio (não responsiva à medicação e/ou não explicada por outros diagnósticos).
  4. D) edema de pulmão.
  5. E) sintomas cerebrais ou visuais.

Pérola Clínica

Critério para pré-eclâmpsia grave: trombocitopenia < 100.000/mm³, não < 150.000/mm³.

Resumo-Chave

A pré-eclâmpsia grave é definida por critérios específicos de disfunção orgânica materna. A trombocitopenia é um desses critérios, mas a contagem de plaquetas deve ser inferior a 100.000/mm³, e não 150.000/mm³, para caracterizar a gravidade.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma condição hipertensiva da gestação que pode evoluir para formas graves, com risco significativo para a mãe e o feto. O reconhecimento precoce dos critérios de gravidade é fundamental para o manejo adequado e a prevenção de complicações como eclâmpsia, síndrome HELLP e descolamento prematuro da placenta. A pré-eclâmpsia grave é definida pela presença de hipertensão (PA sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg) associada a sinais de disfunção de órgãos-alvo. Os critérios de gravidade incluem, mas não se limitam a: trombocitopenia (plaquetas < 100.000/mm³), comprometimento da função hepática (enzimas hepáticas elevadas duas vezes o normal, dor epigástrica ou em quadrante superior direito), insuficiência renal (creatinina sérica > 1,1 mg/dL ou duplicação da creatinina basal), edema pulmonar, sintomas cerebrais ou visuais (cefaleia persistente, escotomas, diplopia). É crucial notar que a trombocitopenia para ser considerada critério de gravidade deve ser < 100.000/mm³, e não < 150.000/mm³, que é o limite inferior da normalidade. O manejo da pré-eclâmpsia grave geralmente envolve a internação hospitalar, monitoramento rigoroso da mãe e do feto, controle da pressão arterial com anti-hipertensivos e, em muitos casos, a interrupção da gestação, que é o tratamento definitivo. A decisão do momento do parto é complexa e deve considerar a idade gestacional, a gravidade da doença e as condições maternas e fetais.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para o diagnóstico de pré-eclâmpsia grave?

Os critérios incluem pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg, trombocitopenia (< 100.000/mm³), disfunção hepática, insuficiência renal, edema pulmonar e sintomas cerebrais ou visuais.

Qual o valor de plaquetas que indica pré-eclâmpsia grave?

Para ser considerado um critério de pré-eclâmpsia grave, a contagem de plaquetas deve ser inferior a 100.000/mm³. Uma contagem entre 100.000 e 150.000/mm³ não é suficiente para classificar a pré-eclâmpsia como grave por trombocitopenia.

Como diferenciar pré-eclâmpsia grave da Síndrome HELLP?

A Síndrome HELLP é uma forma grave de pré-eclâmpsia caracterizada por Hemólise, Enzimas hepáticas elevadas e Baixa contagem de Plaquetas (< 100.000/mm³). Ela compartilha critérios com a pré-eclâmpsia grave, mas com a adição da hemólise e elevação mais acentuada das enzimas hepáticas.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo