HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2019
A pré-clâmpsia é uma doença grave para a mãe e feto. É considerada pré-eclâmpsia grave, em relação à proteinúria, a presença de valores, em 24 horas, maiores que:
Pré-eclâmpsia grave = proteinúria ≥ 5g/24h OU ≥ 2g/24h + disfunção orgânica.
A definição de pré-eclâmpsia grave evoluiu. Atualmente, a proteinúria isolada de 5g/24h é um critério, mas valores de 2g/24h associados a outros sinais de gravidade (como plaquetopenia, disfunção renal/hepática, edema pulmonar, sintomas neurológicos ou visuais) também caracterizam a forma grave. A questão se refere a um critério mais antigo ou simplificado, onde 2g/24h já era considerado um limiar importante para gravidade em alguns contextos.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica de etiologia desconhecida, caracterizada por hipertensão e proteinúria após a 20ª semana de gestação, ou no puerpério. Afeta cerca de 2-8% das gestações e é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. Sua importância clínica reside no potencial de progressão rápida para formas graves, como eclâmpsia e síndrome HELLP, exigindo vigilância e manejo adequados. A fisiopatologia envolve uma placentação anormal que leva à disfunção endotelial sistêmica, resultando em vasoconstrição, ativação plaquetária e aumento da permeabilidade vascular. O diagnóstico baseia-se na presença de hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg) e proteinúria (≥ 0,3g/24h ou relação proteinúria/creatininúria ≥ 0,3) ou, na ausência de proteinúria, novos sinais de disfunção orgânica. A pré-eclâmpsia grave é definida por critérios mais rigorosos de PA, proteinúria (≥ 5g/24h isoladamente ou ≥ 2g/24h com outros sinais de disfunção orgânica) e/ou disfunção de órgãos-alvo. O tratamento definitivo da pré-eclâmpsia é o parto. No entanto, o manejo conservador pode ser considerado em casos selecionados de pré-eclâmpsia sem sinais de gravidade, visando prolongar a gestação para otimizar a maturidade fetal. Em casos de pré-eclâmpsia grave, a internação hospitalar, monitoramento rigoroso materno-fetal, controle da pressão arterial e profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio são essenciais. O prognóstico materno e fetal depende da idade gestacional no diagnóstico, da gravidade da doença e da prontidão do manejo.
Os critérios incluem pressão arterial ≥ 160/110 mmHg, proteinúria ≥ 5g/24h (ou ≥ 2g/24h com outros sinais de gravidade), plaquetopenia (< 100.000/mm³), disfunção hepática (elevação de transaminases), insuficiência renal (creatinina > 1,1 mg/dL ou duplicação), edema pulmonar e sintomas neurológicos ou visuais.
A proteinúria é um marcador de disfunção endotelial e renal na pré-eclâmpsia. Embora não seja mais o único critério para diagnóstico, sua quantificação é crucial para classificar a gravidade da doença e monitorar a progressão, indicando risco materno-fetal.
A pré-eclâmpsia grave é a forma mais severa da doença hipertensiva específica da gestação. A eclâmpsia é a ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma mulher com pré-eclâmpsia. A síndrome HELLP é uma complicação grave da pré-eclâmpsia caracterizada por hemólise, elevação de enzimas hepáticas e plaquetopenia.
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