SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Uma gestante de 28 semanas queixa-se de cefaleia intensa e turvação visual. Ao exame físico, apresentou PA = 170 mmHg X 110 mmHg, FC = 92 bpm, FR = 18 irpm e SatO2 = 98%. O exame de urina 1 revelou proteinúria (+++). O diagnóstico mais provável para essa paciente é
Hipertensão ≥160/110 mmHg + proteinúria + sintomas neurológicos após 20 semanas → Pré-eclâmpsia grave.
A pré-eclâmpsia grave é definida pela presença de hipertensão arterial (≥160/110 mmHg) e/ou disfunção de órgãos-alvo, como sintomas neurológicos (cefaleia, turvação visual), após a 20ª semana de gestação. A proteinúria, embora clássica, não é mais obrigatória para o diagnóstico se houver disfunção de órgão-alvo.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, ocorrendo após a 20ª semana, e representa uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. Caracteriza-se por uma disfunção endotelial sistêmica, decorrente de uma placentação inadequada, que leva a um estado de vasoconstrição generalizada e aumento da permeabilidade vascular. O diagnóstico é baseado na aferição da pressão arterial e na detecção de proteinúria ou disfunção de órgãos-alvo. A pré-eclâmpsia é classificada como grave na presença de pressão arterial ≥ 160/110 mmHg ou evidências de lesão em órgãos-alvo, como trombocitopenia, elevação de transaminases, insuficiência renal, edema pulmonar ou sintomas cerebrais/visuais. Esses sinais indicam um risco iminente de complicações graves, como eclâmpsia (convulsões), síndrome HELLP e acidente vascular cerebral. O manejo da pré-eclâmpsia grave exige hospitalização imediata para monitoramento materno-fetal rigoroso. A terapia visa estabilizar a paciente, controlar a pressão arterial com anti-hipertensivos intravenosos e prevenir convulsões com sulfato de magnésio. O tratamento definitivo é o parto, e a decisão sobre o momento ideal para a interrupção da gestação deve equilibrar os riscos maternos com os riscos da prematuridade fetal.
Sinais de gravidade incluem pressão arterial ≥ 160/110 mmHg, plaquetopenia (<100.000/mm³), disfunção hepática (transaminases elevadas), insuficiência renal (creatinina > 1,1 mg/dL), edema pulmonar e sintomas neurológicos ou visuais (cefaleia, escotomas).
A conduta inicial envolve hospitalização, controle pressórico com anti-hipertensivos (ex: hidralazina, labetalol) e profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio. A resolução definitiva é a interrupção da gestação, ponderando a idade gestacional.
A pré-eclâmpsia surge após 20 semanas de gestação em uma mulher previamente normotensa. A hipertensão crônica preexiste à gestação ou é diagnosticada antes de 20 semanas. A pré-eclâmpsia superajuntada ocorre quando uma hipertensa crônica desenvolve proteinúria nova ou piora da hipertensão.
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