FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2015
Primigesta com pré-eclâmpsia grave apresenta cefaleia intensa, escotomas visuais, tontura e dor abdominal, PA: 190 x 120 mmHg. Para este quadro, está indicada farmacoterapia com:
Pré-eclâmpsia grave com PA > 160/110 mmHg e sintomas → Hidralazina (anti-hipertensivo) + Sulfato de Magnésio (profilaxia convulsão).
Em pré-eclâmpsia grave, o controle da pressão arterial e a profilaxia de convulsões são prioridades. Hidralazina é uma opção anti-hipertensiva de primeira linha, e sulfato de magnésio é o agente de escolha para prevenir a eclâmpsia.
A pré-eclâmpsia grave é uma condição hipertensiva da gravidez que representa uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. Caracteriza-se por hipertensão (PA ≥ 160/110 mmHg) e proteinúria, acompanhada de sinais e sintomas de disfunção de órgãos-alvo, como cefaleia intensa, escotomas visuais, dor epigástrica e alterações laboratoriais. O reconhecimento e manejo rápidos são cruciais para prevenir complicações como eclâmpsia, acidente vascular cerebral e descolamento prematuro de placenta. A fisiopatologia envolve uma disfunção endotelial generalizada, resultando em vasoconstrição e aumento da permeabilidade vascular. O tratamento farmacológico visa controlar a pressão arterial para prevenir complicações maternas e realizar a profilaxia de convulsões. Para o controle agudo da hipertensão grave, medicamentos como hidralazina intravenosa, labetalol intravenoso ou nifedipino oral são as opções de primeira linha, com o objetivo de reduzir a PA de forma gradual e segura. A profilaxia de convulsões é realizada com sulfato de magnésio, que é o agente de escolha devido à sua superioridade comprovada em relação a outros anticonvulsivantes. O sulfato de magnésio deve ser administrado em dose de ataque seguida de dose de manutenção. A monitorização da paciente é fundamental para detectar sinais de toxicidade por magnésio, como depressão respiratória e perda de reflexos patelares. A resolução definitiva da pré-eclâmpsia ocorre com o parto, que deve ser considerado após a estabilização materna.
A pré-eclâmpsia é considerada grave quando a pressão arterial é ≥ 160/110 mmHg em duas ocasiões com 4 horas de intervalo, ou quando há sintomas como cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, oligúria, edema pulmonar, trombocitopenia, disfunção hepática ou renal.
O sulfato de magnésio é o agente de escolha devido à sua eficácia comprovada na prevenção e tratamento de convulsões eclâmpticas, com menor incidência de efeitos adversos graves em comparação com outros anticonvulsivantes.
Os anti-hipertensivos de primeira linha para o manejo agudo da hipertensão grave na gravidez incluem labetalol intravenoso, hidralazina intravenosa e nifedipino oral de liberação imediata.
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