UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2020
Paciente de 23 anos, primigesta, 39 semanas de gestação. Trazida à maternidade por familiares referindo cefaleia, turvação visual, escotomas. Pressão arterial 190 x 130 mmHg, edema generalizado +3/+4. Assinale a alternativa com a conduta prioritária a ser realizada:
Gestante com PA > 160/110 mmHg + sintomas neurológicos (cefaleia, escotomas) → Pré-eclâmpsia grave; conduta prioritária: Sulfato de Magnésio.
A paciente apresenta quadro de pré-eclâmpsia grave (PA > 160/110 mmHg, sintomas neurológicos como cefaleia e escotomas, edema generalizado). A conduta prioritária é a profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio, que é o fármaco de escolha para prevenir e tratar a eclâmpsia.
A pré-eclâmpsia grave é uma complicação séria da gestação, caracterizada por hipertensão arterial e proteinúria após a 20ª semana de gestação, com sinais de gravidade. Os sintomas como cefaleia, turvação visual e escotomas indicam disfunção de órgãos-alvo, especialmente o sistema nervoso central, e alertam para o risco iminente de eclâmpsia (convulsões). A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve uma disfunção endotelial generalizada, levando a vasoconstrição e aumento da permeabilidade vascular. A pressão arterial elevada e os sintomas neurológicos são manifestações dessa disfunção. A conduta prioritária visa prevenir a eclâmpsia, uma emergência obstétrica que pode ser fatal para mãe e feto. O sulfato de magnésio é o tratamento de escolha para a profilaxia e manejo das convulsões eclâmpticas, atuando como um anticonvulsivante. Após a estabilização da paciente com sulfato de magnésio, outras medidas como o controle da pressão arterial e a avaliação da necessidade de interrupção da gestação devem ser consideradas. Residentes devem estar aptos a reconhecer rapidamente os sinais de pré-eclâmpsia grave e iniciar o tratamento adequado.
Os critérios incluem pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg, proteinúria, e/ou sintomas como cefaleia persistente, distúrbios visuais (escotomas, turvação), dor epigástrica, oligúria, edema pulmonar ou disfunção hepática/renal.
O sulfato de magnésio é o agente de escolha para a profilaxia e tratamento das convulsões eclâmpticas. Ele atua como um anticonvulsivante e neuroprotetor, reduzindo o risco de eclâmpsia e suas complicações.
A hidralazina é um anti-hipertensivo que pode ser usado para controlar a pressão arterial em casos de pré-eclâmpsia grave, mas sua administração deve ser feita após ou concomitantemente à profilaxia com sulfato de magnésio, pois o controle da PA não previne convulsões.
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