FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2023
Primigesta com 36 semanas de gestação chega à maternidade com quadro de cefaleia e dor em hipocôndrio direito. Ao exame: PA = 150/90mmHg em duas aferições, BCF = 144bpm, atividade uterina ausente, colo uterino fechado. Diante do quadro, qual a melhor conduta, além de iniciar sulfato de magnésio?
Pré-eclâmpsia grave (36 sem) + sintomas (cefaleia, dor HD) = estabilizar (MgSO4) e interromper gestação (cesariana).
O quadro de primigesta com 36 semanas, hipertensão (PA 150/90 mmHg), cefaleia e dor em hipocôndrio direito sugere pré-eclâmpsia grave, possivelmente com iminência de eclampsia ou síndrome HELLP. Nessas condições, a gestação deve ser interrompida após a estabilização materna (com sulfato de magnésio para prevenção de convulsões), independentemente da idade gestacional, para evitar complicações maternas e fetais graves. A via de parto mais segura, considerando a urgência e o colo uterino fechado, é a cesariana.
A pré-eclâmpsia grave é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, caracterizada por hipertensão arterial e proteinúria, acompanhada de sinais e sintomas de disfunção de órgãos-alvo. O quadro clínico de cefaleia e dor em hipocôndrio direito em uma gestante com 36 semanas e pressão arterial elevada é altamente sugestivo de pré-eclâmpsia grave, podendo indicar iminência de eclampsia ou síndrome HELLP (Hemolysis, Elevated Liver enzymes, Low Platelets). O manejo da pré-eclâmpsia grave envolve a estabilização da paciente e a interrupção da gestação. A estabilização inclui o controle da pressão arterial e a profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio. Uma vez estabilizada, a interrupção da gestação é a única medida definitiva para reverter a progressão da doença. Com 36 semanas de gestação e sinais de gravidade, não há benefício em prolongar a gravidez, e a interrupção é indicada. A escolha da via de parto depende das condições obstétricas. No caso de colo uterino fechado e a necessidade de interrupção rápida devido à gravidade do quadro, a cesariana é a via de parto mais segura e eficiente. A indução do parto pode ser considerada em algumas situações, mas geralmente é mais demorada e pode não ser apropriada em casos de emergência ou quando o colo não está favorável. A metildopa é um anti-hipertensivo, mas não é a conduta principal para a interrupção da gestação ou para a profilaxia de convulsões em um quadro grave.
Os critérios incluem PA ≥ 160/110 mmHg, sintomas como cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, edema pulmonar, oligúria, creatinina sérica elevada, plaquetopenia e elevação de enzimas hepáticas.
O sulfato de magnésio é o fármaco de escolha para a prevenção e tratamento das convulsões eclâmpticas, atuando como um anticonvulsivante e neuroprotetor.
A interrupção da gestação é indicada na pré-eclâmpsia grave quando há sinais de comprometimento materno ou fetal, independentemente da idade gestacional, sendo a única medida que reverte a progressão da doença.
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