Pré-eclâmpsia Grave: Manejo de Urgência e Conduta

Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2021

Enunciado

Leia o caso clínico a seguir.Gestante com 32 semanas chega ao pronto atendimento com cefaleia, dor epigástrica, PA = 180/110 mmHg e com BCF = 120/m. Tem antecedentes de hipertensão arterial a partir da 30ª semana de gestação, quando passou a tomar alfametildopa, 1 g/dia.A conduta inicial, neste caso, é:

Alternativas

  1. A) avaliar a vitalidade fetal e realizar a corticoterapia para amadurecimento pulmonar fetal.
  2. B) avaliar a vitalidade fetal e realizar a corticoterapia e infusão venosa de hidralazina.
  3. C) realizar infusão venosa de hidralazina, sulfato de magnésio e realizar a cesariana.
  4. D) estabilizar a pressão arterial com hidralazina venosa e realizar a cesariana de urgência.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia grave: PA >160/110 mmHg + sintomas → Sulfato de Mg + anti-hipertensivo IV + interrupção da gestação.

Resumo-Chave

A gestante apresenta critérios de pré-eclâmpsia grave, exigindo controle imediato da pressão arterial com hidralazina IV, profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio e interrupção da gestação, que é a cura definitiva. A idade gestacional de 32 semanas indica que a corticoterapia para amadurecimento pulmonar deve ser considerada se o parto não for iminente, mas a estabilização materna é prioritária.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia grave é uma condição hipertensiva gestacional que se manifesta após 20 semanas, caracterizada por PA ≥ 160/110 mmHg e/ou sintomas como cefaleia, dor epigástrica, alterações visuais, ou evidência de disfunção orgânica. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e fetal globalmente, exigindo reconhecimento e manejo rápidos para evitar complicações graves como eclâmpsia ou síndrome HELLP. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial e má perfusão placentária. O diagnóstico é clínico e laboratorial. Deve-se suspeitar em gestantes com hipertensão e sintomas de disfunção de órgãos-alvo. A dor epigástrica, por exemplo, sugere comprometimento hepático, podendo indicar Síndrome HELLP, que é uma forma grave de pré-eclâmpsia. O tratamento visa estabilizar a mãe e interromper a gestação. Inclui controle da PA com anti-hipertensivos IV (hidralazina, labetalol), profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio e, em muitos casos, a interrupção da gestação, que é a única cura definitiva. A corticoterapia para amadurecimento pulmonar fetal é considerada se o parto não for imediato e a idade gestacional permitir, mas a estabilização materna é sempre a prioridade.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos de pré-eclâmpsia grave?

Os critérios incluem pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg em duas ocasiões, além de sintomas como cefaleia persistente, dor epigástrica, alterações visuais, ou evidências de disfunção de órgãos-alvo.

Qual a função do sulfato de magnésio no manejo da pré-eclâmpsia?

O sulfato de magnésio é utilizado para a profilaxia e tratamento das convulsões (eclâmpsia), agindo como um anticonvulsivante e neuroprotetor. Ele não é um anti-hipertensivo primário, mas é crucial para a segurança materna.

Quando a interrupção da gestação é indicada na pré-eclâmpsia grave?

A interrupção da gestação é indicada quando há pré-eclâmpsia grave, especialmente se a idade gestacional for ≥ 34 semanas, ou em qualquer idade gestacional se houver deterioração materna ou fetal, pois a remoção da placenta é a cura definitiva.

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