PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2024
Gestante, 34 anos de idade, IG: 35 semanas, G3P2A0 e PA: 170x120 mmHg com queixa de turvação visual. Na propedêutica laboratorial, além da dosagem de proteinúria de 24 horas, deverão ser solicitados, no momento de sua internação, os seguintes exames:
Pré-eclâmpsia grave → avaliar função hepática (transaminases, bilirrubinas), renal (creatinina, ureia) e hemograma (plaquetas, hemólise).
Na pré-eclâmpsia grave, a avaliação laboratorial completa é essencial para identificar disfunção de órgãos-alvo e complicações como a Síndrome HELLP. Hemograma, transaminases, bilirrubinas e provas de função renal são cruciais para monitorar a gravidade e guiar a conduta.
A pré-eclâmpsia grave é uma complicação séria da gestação, caracterizada por hipertensão arterial e proteinúria, que pode evoluir para disfunção de múltiplos órgãos e sistemas. Atinge cerca de 2-8% das gestações e é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para desfechos favoráveis. A avaliação laboratorial na internação de uma gestante com pré-eclâmpsia grave é fundamental para estratificar o risco e monitorar a progressão da doença. Além da proteinúria de 24 horas, que confirma a proteinúria, é imperativo solicitar exames que avaliem a função hepática (transaminases como AST/ALT e bilirrubinas), a função renal (creatinina, ureia, ácido úrico), e o hemograma completo (com contagem de plaquetas e avaliação de hemólise). Esses exames permitem identificar disfunções de órgãos-alvo e diagnosticar complicações como a Síndrome HELLP, que requer intervenção imediata. Para residentes, é essencial memorizar a bateria de exames para a pré-eclâmpsia grave, pois a conduta terapêutica e o momento do parto são influenciados diretamente por esses resultados. A vigilância contínua dos parâmetros clínicos e laboratoriais é a chave para o manejo eficaz, visando estabilizar a mãe e otimizar o bem-estar fetal, muitas vezes culminando na interrupção da gestação.
Pré-eclâmpsia grave é diagnosticada por PA ≥ 160/110 mmHg, sintomas como cefaleia, turvação visual, dor epigástrica, ou sinais de disfunção de órgãos-alvo como trombocitopenia, alteração de função hepática ou renal, e edema pulmonar.
Bilirrubinas e transaminases são marcadores de função hepática. Elevações podem indicar disfunção hepática grave ou Síndrome HELLP (Hemólise, Enzimas hepáticas elevadas, Plaquetopenia), uma complicação séria da pré-eclâmpsia.
O hemograma avalia a contagem de plaquetas, que pode estar reduzida na pré-eclâmpsia grave e na Síndrome HELLP, e pode mostrar sinais de hemólise (esquizócitos, LDH elevado), outro componente da Síndrome HELLP.
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