UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2022
Uma mulher de 25 anos, G1P0, com 28 semanas de gestação, é diagnosticada com pré-eclâmpsia com base em PA 160/100 mmHg e 3 g de proteína na coleta de urina de 24 horas. A paciente é tratada com hidralazina para hipertensão. Qual das alternativas a seguir é o motivo mais apropriado para o parto?
Complicações graves como edema agudo pulmonar são indicações absolutas para interrupção da gestação na pré-eclâmpsia.
Na pré-eclâmpsia, a interrupção da gestação é indicada quando há sinais de gravidade ou complicações maternas ou fetais. O desenvolvimento de edema agudo pulmonar é uma complicação grave e uma indicação absoluta para o parto, independentemente da idade gestacional, visando preservar a vida materna.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação. O caso descreve uma pré-eclâmpsia grave (PA ≥ 160/110 mmHg ou proteinúria ≥ 5g/24h, ou presença de sintomas/complicações). O manejo envolve controle da pressão arterial e monitoramento materno-fetal, mas a cura definitiva é o parto. A decisão de interromper a gestação é crucial e baseada em critérios de gravidade. O desenvolvimento de complicações maternas graves é a principal indicação para a interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional. O edema agudo pulmonar é uma dessas complicações, indicando falência cardíaca e risco iminente à vida da mãe, exigindo o parto imediato. Outras indicações absolutas incluem eclampsia, síndrome HELLP, descolamento prematuro de placenta, insuficiência renal aguda e sofrimento fetal grave. A normalização da PA (A) não é um motivo para o parto, pois a doença de base persiste. O aumento da proteína urinária para 5g (B) é um critério de gravidade, mas o edema agudo pulmonar (E) representa uma complicação mais aguda e grave. Atingir 32 semanas (C) pode ser um objetivo em casos de pré-eclâmpsia sem gravidade, mas não é a indicação mais apropriada quando há uma complicação aguda. A persistência da PA em 150/95 mmHg (D) ainda requer manejo, mas não é uma indicação tão urgente quanto o edema pulmonar. Portanto, a prioridade é a estabilização materna através do parto.
Os critérios de gravidade incluem PA ≥ 160/110 mmHg, proteinúria ≥ 5g/24h, cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, plaquetas < 100.000/mm³, elevação de enzimas hepáticas, insuficiência renal e edema agudo pulmonar.
O parto é indicado em qualquer idade gestacional na presença de pré-eclâmpsia grave com complicações maternas ou fetais, como edema agudo pulmonar, eclampsia, síndrome HELLP, descolamento prematuro de placenta ou sofrimento fetal.
O tratamento inicial para a hipertensão grave na pré-eclâmpsia pode incluir medicamentos como hidralazina intravenosa, labetalol ou nifedipino oral, visando controlar a pressão arterial e prevenir complicações.
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