Pré-eclâmpsia Grave: Manejo e Conduta Terapêutica

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2022

Enunciado

Gestante com diagnóstico de pré-eclampsia , desde a 30ª semana de gestação, encontra-se em uso de alfametildopa 2g/dia. No momento está na 34ª semana de gestação, e procurou a emergência devido à forte cefaleia com e presença de escotomas. A verificação da PA constata 170x110mmHg.Para evitar a evolução do quadro, indique a conduta terapêutica mais eficaz.

Alternativas

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia grave (PA ≥160/110, sintomas) em 34 sem → Controle PA, Sulfato Mg, Interrupção gravidez.

Resumo-Chave

Gestante com pré-eclâmpsia grave em 34 semanas, apresentando cefaleia e escotomas, requer controle imediato da pressão arterial, profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio e, após estabilização, a interrupção da gravidez é a conduta definitiva.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão arterial (PA ≥ 140/90 mmHg) após 20 semanas de gestação, associada à proteinúria ou a sinais de disfunção de órgãos-alvo. A pré-eclâmpsia grave é definida pela presença de PA ≥ 160/110 mmHg ou por sintomas e sinais de disfunção orgânica, como cefaleia persistente, distúrbios visuais (escotomas), dor epigástrica, plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas, entre outros. A fisiopatologia envolve uma placentação anormal que leva à disfunção endotelial sistêmica, resultando em vasoconstrição generalizada e aumento da permeabilidade vascular. A presença de cefaleia e escotomas indica comprometimento cerebral e ocular, respectivamente, e são sinais de iminência de eclâmpsia, uma complicação grave que pode levar a convulsões e morte materna. A conduta terapêutica em uma gestante com pré-eclâmpsia grave em 34 semanas de gestação visa primeiramente estabilizar a mãe e prevenir complicações. Isso inclui o controle agudo da pressão arterial com anti-hipertensivos intravenosos (como labetalol ou hidralazina) e a administração de sulfato de magnésio para profilaxia de convulsões. Após a estabilização materna, a interrupção da gravidez é a conduta definitiva, pois o parto é o único tratamento curativo para a pré-eclâmpsia, considerando a idade gestacional favorável para o feto.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de gravidade na pré-eclâmpsia?

Sinais de gravidade incluem pressão arterial ≥ 160/110 mmHg, cefaleia persistente, distúrbios visuais (escotomas), dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, oligúria, edema pulmonar e alterações laboratoriais (plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas).

Qual a importância do sulfato de magnésio na pré-eclâmpsia?

O sulfato de magnésio é o fármaco de escolha para a profilaxia e tratamento das convulsões (eclâmpsia) em pacientes com pré-eclâmpsia grave, reduzindo significativamente o risco de complicações neurológicas.

Quando a interrupção da gravidez é indicada na pré-eclâmpsia grave?

A interrupção da gravidez é o tratamento definitivo para a pré-eclâmpsia. Em casos de pré-eclâmpsia grave com idade gestacional ≥ 34 semanas, a interrupção é geralmente indicada após estabilização materna, devido ao risco materno-fetal.

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