Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2025
Gestante, 32 anos, 30 semanas de gestação, apresenta pressão arterial de 160/100 mmHg em duas medições consecutivas com intervalo de 4 horas. A classificação de risco gestacional e a conduta recomendada é:
Gestante 30s com PA ≥ 160/110 mmHg → Pré-eclâmpsia grave = Internação e manejo hospitalar urgente.
Uma pressão arterial de 160/100 mmHg em gestante após 20 semanas de gestação, mesmo sem outros sintomas, já configura pré-eclâmpsia grave. A conduta é o encaminhamento imediato para um hospital de referência para avaliação completa, controle pressórico e planejamento do parto.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica de etiologia desconhecida, caracterizada pelo desenvolvimento de hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação em mulheres previamente normotensas. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para a segurança da gestante e do feto. A pré-eclâmpsia é classificada como grave quando a pressão arterial atinge níveis de 160/110 mmHg ou mais, em duas ocasiões com intervalo de 4 horas, ou quando há sinais de disfunção de órgão-alvo (como cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas, insuficiência renal ou edema pulmonar). A proteinúria, embora comum, não é mais um critério obrigatório para definir gravidade na presença de PA muito elevada. A conduta para pré-eclâmpsia grave é uma emergência obstétrica. A gestante deve ser encaminhada imediatamente para um hospital de referência com capacidade para manejo de alto risco. O tratamento inclui controle rigoroso da pressão arterial com anti-hipertensivos, profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio e, frequentemente, a interrupção da gestação, que é a única cura definitiva para a pré-eclâmpsia, considerando a idade gestacional e a vitalidade fetal.
Os critérios incluem pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg, proteinúria (se presente), ou sinais de disfunção de órgão-alvo (cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas, insuficiência renal).
A conduta inicial é a internação hospitalar imediata, controle rigoroso da pressão arterial, monitoramento materno-fetal, prevenção de convulsões (sulfato de magnésio) e avaliação para interrupção da gestação, dependendo da idade gestacional e condições maternas/fetais.
A pré-eclâmpsia grave é uma condição de alto risco para a mãe e o feto, podendo evoluir rapidamente para eclâmpsia, síndrome HELLP, descolamento de placenta, insuficiência renal e óbito. O manejo em ambiente hospitalar especializado é crucial para minimizar esses riscos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo