UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2022
Uma mulher de 32 anos, G1 P0, é submetida a um ciclo de FIV e engravida de triplos. Ela foi acompanhada em uma clínica obstétrica especializada em situações de alto risco com um curso de gravidez não complicada. Ela chega à unidade obstétrica do hospital com 30 semanas de gestação e PA 150/100 mm Hg, proteinúria de 2+. Além disso, ela se queixa de dispneia. A saturação de oxigênio e de 82% em ar ambiente. Ela apresenta contrações a cada 4 minutos. A paciente recebe o diagnóstico o disgnóstico de pré-eclâmpsia. Qual das seguintes afirmativas é a mais acurada?
Pré-eclâmpsia grave com dispneia e hipoxemia → suspeitar edema agudo de pulmão → furosemida IV.
A paciente apresenta sinais de pré-eclâmpsia grave com edema agudo de pulmão, manifestado por dispneia e baixa saturação de oxigênio. Nesses casos, a furosemida intravenosa é indicada para reduzir a sobrecarga volêmica e melhorar a oxigenação, sendo uma medida emergencial crucial.
A pré-eclâmpsia grave é uma condição hipertensiva da gravidez que pode levar a disfunção de múltiplos órgãos, incluindo o sistema respiratório. O edema agudo de pulmão é uma complicação séria, caracterizada por acúmulo de líquido nos pulmões, resultando em dispneia e hipoxemia, e exige intervenção imediata para evitar desfechos maternos e fetais adversos. Sua incidência é maior em gestações múltiplas e em pacientes com comorbidades pré-existentes. A fisiopatologia do edema agudo de pulmão na pré-eclâmpsia envolve aumento da permeabilidade capilar pulmonar, disfunção endotelial e, por vezes, sobrecarga volêmica iatrogênica. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas respiratórios e na hipoxemia, e pode ser confirmado por exames complementares como radiografia de tórax. A suspeita deve ser alta em gestantes com pré-eclâmpsia que desenvolvem dispneia e queda da saturação de oxigênio. O tratamento inicial visa estabilizar a paciente e inclui oxigenoterapia e diuréticos como a furosemida intravenosa para reduzir a sobrecarga volêmica. O manejo definitivo da pré-eclâmpsia grave é o parto, mas a estabilização materna é prioritária. O prognóstico melhora significativamente com o reconhecimento precoce e a intervenção adequada, sendo crucial para a segurança da mãe e do feto.
Os sinais incluem dispneia súbita, tosse, taquipneia, ortopneia, crepitações pulmonares à ausculta e hipoxemia (baixa saturação de oxigênio), como visto na questão (82% em ar ambiente).
A furosemida é um diurético de alça que promove a diurese e a redução da pré-carga cardíaca, aliviando a congestão pulmonar e melhorando a troca gasosa. É uma medida sintomática importante para estabilizar a paciente.
Tocolíticos são contraindicados em pré-eclâmpsia grave devido ao risco de piorar a condição materna, especialmente se houver comprometimento cardiovascular ou pulmonar, e porque a resolução da gravidez é frequentemente necessária.
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