Pré-eclâmpsia Grave: Diagnóstico e Manejo Inicial

UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2015

Enunciado

Paciente, 28 anos, primigesta, idade gestacional de 29 semanas. Evolui com quadro de elevação da pressão arterial há 5 dias (sic). Sem história de hipertensão arterial prévia. Deu entrada no setor de acolhimento obstétrico com queixa de cefaleia e epigastralgia. Ao exame: regular estado geral, eupnéica, corada, acianótica, PA = 165 x 115 mmHg, edema de membros inferiores (++/4+). Abd: gravídico (altura uterina = 26 cm), tónus uterino normal, BCF + (162/min/qid), dinâmica uterina ausente. Toque: colo fechado, sem perdas. Diante do exposto, qual a principal hipótese diagnóstica e conduta mais adequada?

Alternativas

  1. A) Hipertensão gestacional / estabilização do quadro seguido de cesariana.
  2. B) Pré-eclâmpsia grave (iminência de eclâmpsia) / cesariana, devido à taquicardia fetal. 
  3. C) Pré-eclâmpsia grave (iminência de eclâmpsia) / solicitação de exames laboratoriais e tratamento clínico (uso de sulfato de magnésio e anti-hipertensivo).
  4. D) Pré-eclâmpsia sobreposta / solicitação de exames laboratoriais e tratamento clínico (uso do sulfato de magnésio e anti-hipertensivo).
  5. E) Hipertensão gestacional / solicitação de exames laboratoriais e estabilização do quadro com uso de anti-hipertensivo.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia grave: PA ≥160/110 mmHg ou sintomas como cefaleia/epigastralgia → sulfato de magnésio + anti-hipertensivo + exames.

Resumo-Chave

A paciente apresenta critérios de pré-eclâmpsia grave (PA elevada e sintomas como cefaleia e epigastralgia). A conduta inicial é estabilizar o quadro com sulfato de magnésio para prevenção de convulsões e anti-hipertensivos para controle pressórico, além de solicitar exames laboratoriais para avaliar a gravidade e o comprometimento de órgãos-alvo.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia grave é uma complicação séria da gestação, caracterizada por hipertensão e disfunção de órgãos-alvo, com alto risco de morbimortalidade materna e fetal. Sua identificação precoce e manejo adequado são cruciais para o desfecho. A incidência varia globalmente, mas é uma das principais causas de mortalidade materna. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial e má perfusão placentária. O diagnóstico baseia-se em critérios de pressão arterial e sintomas ou achados laboratoriais. A suspeita deve ser alta em gestantes com PA elevada e sintomas como cefaleia, epigastralgia ou alterações visuais. O tratamento inicial visa estabilizar a paciente, prevenir convulsões com sulfato de magnésio e controlar a pressão arterial com anti-hipertensivos. A resolução definitiva é o parto, mas a conduta depende da idade gestacional e da gravidade do quadro, buscando o equilíbrio entre a estabilização materna e a maturidade fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar pré-eclâmpsia grave?

Pré-eclâmpsia grave é diagnosticada pela pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg em duas ocasiões, ou pela presença de sintomas como cefaleia, distúrbios visuais, dor epigástrica, edema pulmonar, oligúria, ou disfunção de órgãos-alvo.

Por que o sulfato de magnésio é usado na pré-eclâmpsia grave?

O sulfato de magnésio é a droga de escolha para a prevenção e tratamento das convulsões eclâmpticas, agindo como um anticonvulsivante e neuroprotetor.

Qual a diferença entre hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia?

Hipertensão gestacional é a elevação da pressão arterial após 20 semanas de gestação sem proteinúria ou disfunção de órgãos. Pré-eclâmpsia é a hipertensão gestacional acompanhada de proteinúria ou sinais de disfunção de órgãos-alvo.

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