HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2022
Paciente, 39 anos, primigesta com 35 semanas de gestação é acompanhada no ambulatório de pré-natal de alto risco por hipertensão gestacional estando em uso de alfametildopa 750mg/dia. Na consulta médica apresenta-se sem queixas. Após 30 minutos de decúbito lateral esquerdo, apresenta PA=160x100 mmHg. A atividade uterina ausente e BCF= 147bpm. A cardiotocografia mostrou feto ativo e reativo. Qual a conduta mais adequada para o caso acima:
PA ≥ 160x110 mmHg na gestação = crise hipertensiva, requer internação e anti-hipertensivo IV.
Uma pressão arterial de 160x100 mmHg em gestante com hipertensão gestacional, mesmo sem queixas, configura uma crise hipertensiva e indica pré-eclâmpsia grave. A conduta imediata é internação para controle pressórico com medicação endovenosa (ex: hidralazina), avaliação de comprometimento sistêmico e monitorização fetal.
A hipertensão na gestação é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A pré-eclâmpsia, especialmente em sua forma grave, é uma condição que exige vigilância e manejo rigorosos. O caso apresentado, com uma gestante de 35 semanas e PA de 160x100 mmHg, configura uma crise hipertensiva e indica pré-eclâmpsia grave, mesmo na ausência de outros sintomas maternos. A ausência de queixas não exclui a gravidade da situação. O diagnóstico de pré-eclâmpsia grave é feito com base em critérios pressóricos (PA ≥ 160x110 mmHg ou PA ≥ 140x90 mmHg com sinais de gravidade) e/ou sinais de disfunção orgânica. A conduta imediata para uma crise hipertensiva é a internação hospitalar para monitorização contínua da mãe e do feto, e o controle da pressão arterial com medicação endovenosa. A hidralazina é uma das opções de primeira linha para o manejo agudo da hipertensão grave na gestação. Além do controle pressórico, é imperativo realizar uma avaliação completa do comprometimento sistêmico, incluindo exames laboratoriais para verificar função renal, hepática, contagem de plaquetas e proteinúria. A vitalidade fetal também deve ser monitorizada de perto. A resolução da gravidez é o tratamento definitivo para a pré-eclâmpsia, mas a decisão sobre o momento do parto depende da idade gestacional, da gravidade da doença e da condição materno-fetal.
Os critérios incluem PA ≥ 160x110 mmHg, proteinúria ≥ 5g/24h, oligúria, cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas, edema pulmonar ou restrição de crescimento fetal.
A conduta inicial é a internação hospitalar, monitorização materna e fetal, e administração de anti-hipertensivos endovenosos para reduzir a PA de forma controlada, como hidralazina, labetalol ou nifedipino oral.
A pré-eclâmpsia grave pode afetar múltiplos órgãos, levando a complicações como síndrome HELLP, insuficiência renal, edema pulmonar e eclampsia. A avaliação sistêmica (exames laboratoriais, avaliação de sintomas) é vital para identificar e manejar essas complicações precocemente.
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