FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2020
FRP, 34 anos. Gesta 3 Para 2, admitida na maternidade, proveniente do HFM, para tratamento clínico. No momento, paciente com dor epigástrica, torporosa, ictérica e edema facial, mãos, membros inferiores e abdômen PA=210/120mmHg Fígado palpável a 2 dedos transversos da reborda costal direita. Ao exame obstétrico feto único, situação longitudinal, apresentação cefálica, FU=33cm, BCF=130bpm, EAS=hematúria. Foi indicada interrupção da gravidez. Qual a medicação de escolha para tratar a hipertensão arterial no momento?
Gestante com PA 210/120 mmHg, dor epigástrica, edema, torporosa, ictérica → Crise hipertensiva grave (pré-eclâmpsia/eclâmpsia) → Hidralazina IV para controle pressórico.
A gestante apresenta um quadro de pré-eclâmpsia grave ou eclâmpsia iminente, com hipertensão severa (PA 210/120 mmHg), sinais de disfunção orgânica (dor epigástrica, icterícia, edema, hematúria) e alteração do nível de consciência. A hidralazina venosa é uma medicação de primeira linha para o controle agudo da pressão arterial nesses casos.
A pré-eclâmpsia grave e a eclâmpsia são emergências obstétricas que representam as formas mais severas das síndromes hipertensivas da gestação, sendo causas importantes de morbimortalidade materna e perinatal. O quadro clínico da paciente, com PA de 210/120 mmHg, dor epigástrica, torpor, icterícia e edema generalizado, sugere fortemente uma pré-eclâmpsia grave com sinais de iminência de eclâmpsia ou até mesmo Síndrome HELLP. A fisiopatologia envolve uma disfunção endotelial generalizada, levando a vasoconstrição, aumento da permeabilidade vascular e ativação plaquetária. O diagnóstico é clínico, baseado nos níveis pressóricos e na presença de sinais e sintomas de disfunção de órgãos-alvo. A hematúria no EAS indica comprometimento renal. A icterícia e dor epigástrica podem sugerir envolvimento hepático (Síndrome HELLP). A alteração do nível de consciência (torporosa) é um sinal de gravidade extrema. O tratamento visa o controle imediato da pressão arterial para prevenir complicações como AVC hemorrágico, e a prevenção de convulsões com sulfato de magnésio. A hidralazina venosa é uma das medicações de escolha para o controle agudo da hipertensão grave na gestação, devido ao seu rápido início de ação e perfil de segurança. A interrupção da gravidez é a única medida definitiva para resolver a doença, sendo indicada em casos de pré-eclâmpsia grave ou eclâmpsia, como o descrito.
Sinais incluem cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, náuseas/vômitos, edema generalizado, e hipertensão arterial grave (PA ≥ 160/110 mmHg).
Hidralazina venosa, labetalol venoso e nifedipino oral são as opções de primeira linha para o controle agudo da pressão arterial em gestantes com crise hipertensiva, devido ao seu perfil de segurança e eficácia.
A interrupção é indicada quando há sinais de gravidade materna (eclâmpsia, edema agudo de pulmão, disfunção renal/hepática grave, plaquetopenia) ou comprometimento fetal, independentemente da idade gestacional.
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