HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2022
Gestante, com idade gestacional de 36 semanas de gestação, procura a emergência referindo cefaleia occipital intensa náuseas e turvação visual. Ao exame clínico: PA=140x90mmHg, pulso=95bpm, ACP sem alterações, dinâmica uterina ausente e BCF=148pm. Apresenta traços de proteína na avaliação da urina por fita. Qual a hipótese diagnóstica e a melhor conduta?
Pré-eclâmpsia grave (PA ≥140/90 + sintomas/proteinúria) em 36 semanas → Sulfato de Mg + resolução.
A gestante apresenta critérios para pré-eclâmpsia grave (PA ≥ 140/90 mmHg e sintomas como cefaleia e turvação visual, além de proteinúria), e com 36 semanas de gestação, a conduta é estabilizar a paciente com sulfato de magnésio para prevenção de convulsões e proceder à resolução da gestação.
A pré-eclâmpsia é uma condição hipertensiva da gestação caracterizada por hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg) após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria ou sinais de disfunção orgânica. A pré-eclâmpsia grave é definida pela presença de PA mais elevada ou sintomas/sinais de gravidade, como cefaleia intensa, turvação visual, dor epigástrica, entre outros. A fisiopatologia envolve uma disfunção endotelial generalizada e má perfusão placentária. No caso clínico apresentado, a gestante de 36 semanas com PA de 140x90mmHg e sintomas como cefaleia occipital intensa, náuseas e turvação visual, além de proteinúria, preenche os critérios para pré-eclâmpsia grave. A conduta para pré-eclâmpsia grave em gestações com 34 semanas ou mais é a estabilização materna e a resolução da gestação. O sulfato de magnésio é essencial para a prevenção de convulsões (eclâmpsia), e o controle da pressão arterial deve ser realizado com anti-hipertensivos. A resolução da gestação é a única 'cura' para a pré-eclâmpsia e deve ser indicada após a estabilização da paciente.
A pré-eclâmpsia grave é diagnosticada por PA sistólica ≥160 mmHg ou diastólica ≥110 mmHg, ou PA ≥140/90 mmHg com sintomas como cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, ou sinais de disfunção orgânica.
O sulfato de magnésio é o fármaco de escolha para a prevenção e tratamento de convulsões (eclâmpsia) em pacientes com pré-eclâmpsia grave, agindo como um anticonvulsivante e neuroprotetor.
Em gestações com 34 semanas ou mais, a conduta principal é a resolução da gestação após estabilização materna, incluindo o uso de sulfato de magnésio e controle da pressão arterial.
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