HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2024
Primigesta, 20 anos de idade, 32 semanas de gestação, é atendida em hospital geral, sem maternidade, com queixa de cefaleia persistente e apresenta PA 160x100 mmHg. É solicitada a transferência urgente da gestante para maternidade, localizada a 40 minutos de distância. Assinale a alternativa que apresenta as medidas para uma transferência segura.
Pré-eclâmpsia grave + transferência → iniciar Sulfato de Magnésio e controle pressórico ANTES do transporte.
Em casos de pré-eclâmpsia grave com necessidade de transferência para um centro de referência, é fundamental estabilizar a paciente antes do transporte. Isso inclui o início da prevenção de eclampsia com sulfato de magnésio e o controle dos níveis pressóricos ainda no hospital de origem, garantindo maior segurança durante o trajeto.
A pré-eclâmpsia grave é uma condição hipertensiva da gestação que representa uma emergência obstétrica, com risco significativo para a mãe e o feto. É definida por pressão arterial elevada (PA ≥ 160/110 mmHg) associada a sinais e sintomas de disfunção de órgãos-alvo, como cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, oligúria, entre outros. O manejo adequado e rápido é crucial para prevenir complicações como eclampsia, acidente vascular cerebral, descolamento prematuro de placenta e óbito materno-fetal. Em situações onde a gestante se encontra em um hospital sem recursos de maternidade ou UTI obstétrica, a transferência para um centro de referência é imperativa. No entanto, essa transferência deve ser realizada de forma segura, o que implica em estabilizar a paciente antes do deslocamento. As medidas essenciais pré-transferência incluem o início da prevenção de eclampsia com sulfato de magnésio e o controle dos níveis pressóricos com anti-hipertensivos intravenosos, visando reduzir o risco de convulsões e complicações cardiovasculares durante o trajeto. Para residentes, é vital compreender que a estabilização da paciente com pré-eclâmpsia grave não pode ser postergada para o hospital de destino. A administração precoce de sulfato de magnésio e o controle da pressão arterial são intervenções que salvam vidas e devem ser iniciadas no local do primeiro atendimento, mesmo que a transferência seja iminente. Essa abordagem minimiza os riscos associados ao transporte e melhora o prognóstico materno e fetal.
Pré-eclâmpsia grave é caracterizada por PA ≥ 160/110 mmHg, cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, oligúria, plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas, edema pulmonar ou sinais de sofrimento fetal.
O sulfato de magnésio é a droga de escolha para a prevenção e tratamento das convulsões eclâmpticas. Ele deve ser iniciado o mais rápido possível em gestantes com pré-eclâmpsia grave, mesmo antes da transferência.
O controle pressórico deve ser iniciado rapidamente para reduzir a PA para níveis seguros (geralmente 140-150/90-100 mmHg), utilizando anti-hipertensivos como hidralazina, labetalol ou nifedipino, a fim de prevenir AVC materno.
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