CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2020
Gestante 33 semanas foi internada pois estava com PA 160 x 120 mmHg, plaquetas 90.000, transaminases elevadas e creatinina 2,1 mg/dl. Qual a conduta deve ser adotada?
Pré-eclâmpsia grave (33 sem) com disfunção orgânica → estabilizar mãe (PA, MgSO4) + corticoide (se <34 sem) + interrupção gestação.
Gestante com 33 semanas e critérios de pré-eclâmpsia grave (PA elevada, plaquetopenia, transaminases e creatinina elevadas) requer internação para estabilização materna (controle pressórico, profilaxia de convulsão com sulfato de magnésio) e administração de corticoide para maturação pulmonar fetal, seguida da interrupção da gestação.
A pré-eclâmpsia grave é uma complicação séria da gestação, caracterizada por hipertensão e disfunção de órgãos-alvo, que pode levar a morbidade e mortalidade materna e perinatal significativas. Sua incidência é variável, mas o reconhecimento precoce e a conduta adequada são cruciais para o prognóstico. O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos e laboratoriais, como pressão arterial elevada, proteinúria e sinais de disfunção orgânica (plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas, insuficiência renal, edema pulmonar, sintomas neurológicos). A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada e má perfusão placentária. O tratamento definitivo é a interrupção da gestação. No entanto, em gestações pré-termo (especialmente antes de 34 semanas), a conduta inicial envolve a estabilização materna (controle pressórico com anti-hipertensivos, profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio) e a administração de corticosteroides para maturação pulmonar fetal, antes de proceder à interrupção da gravidez, que pode ser vaginal ou cesariana, dependendo das condições obstétricas.
A pré-eclâmpsia grave é diagnosticada pela presença de hipertensão (PA ≥ 160/110 mmHg) e proteinúria, associada a disfunção de órgãos-alvo, como plaquetopenia (<100.000), elevação de transaminases, insuficiência renal (creatinina >1.1 mg/dL), edema pulmonar ou sintomas neurológicos.
A estabilização materna, que inclui o controle da pressão arterial e a profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio, visa minimizar os riscos de complicações graves para a mãe durante o parto, como AVC ou eclampsia, otimizando as condições para a interrupção.
Em gestações com menos de 34 semanas, os corticosteroides (betametasona ou dexametasona) são administrados para acelerar a maturação pulmonar fetal, reduzindo a incidência de síndrome do desconforto respiratório neonatal e outras morbidades associadas à prematuridade, antes da interrupção da gestação.
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