UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020
Primigesta com 30 semanas de gestação queixando-se de cefaleia, escotomas cintilantes e epigastralgia. Nega convulsão de outros sintomas. Ao exame físico, apresenta: PA= 160/110 mmhg. Considerando o quadro clínico, a principal hipótese diagnóstica e a conduta mais adequada são
PA ≥ 160/110 mmHg + cefaleia/escotomas/epigastralgia em gestante = iminência de eclâmpsia → Sulfato de Magnésio.
A gestante com PA ≥ 160/110 mmHg e sintomas como cefaleia, escotomas cintilantes e epigastralgia apresenta um quadro de pré-eclâmpsia grave com sinais de iminência de eclâmpsia. A conduta imediata e mais adequada é a administração de sulfato de magnésio para prevenir convulsões, além do controle da pressão arterial e avaliação para interrupção da gestação.
A pré-eclâmpsia grave é uma condição hipertensiva da gestação que pode evoluir rapidamente para complicações maternas e fetais sérias, incluindo a eclâmpsia, que é a ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas. O quadro clínico apresentado pela gestante – 30 semanas, PA de 160/110 mmHg, cefaleia, escotomas cintilantes e epigastralgia – é altamente sugestivo de pré-eclâmpsia grave com sinais de iminência de eclâmpsia. Os sintomas como cefaleia intensa, escotomas cintilantes (distúrbios visuais) e epigastralgia são considerados pródromos de convulsão eclâmptica e indicam um risco elevado de progressão para eclâmpsia. A pressão arterial elevada (≥ 160/110 mmHg) por si só já caracteriza a gravidade. Diante dessa situação, a conduta mais adequada e prioritária é a prevenção da convulsão. O sulfato de magnésio é o medicamento de escolha para a profilaxia e tratamento da eclâmpsia, demonstrando superioridade em relação a outros anticonvulsivantes. Sua administração deve ser imediata para estabilizar a paciente. Além disso, o controle da pressão arterial e a avaliação para interrupção da gestação (considerando a idade gestacional e a vitalidade fetal) são componentes essenciais do manejo. A Síndrome HELLP é uma complicação da pré-eclâmpsia grave, mas a prioridade inicial é a prevenção da convulsão.
Os sinais de iminência de eclâmpsia incluem cefaleia persistente e intensa, distúrbios visuais (escotomas cintilantes, diplopia), dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, hiperreflexia e, em alguns casos, náuseas e vômitos.
O sulfato de magnésio é o anticonvulsivante de escolha para a prevenção e tratamento da eclâmpsia, agindo como um neuroprotetor e estabilizador de membrana, reduzindo o risco de convulsões em gestantes com pré-eclâmpsia grave.
Pré-eclâmpsia grave é definida por hipertensão e proteinúria com sinais de gravidade (PA ≥ 160/110 mmHg, disfunção orgânica). Iminência de eclâmpsia refere-se à presença de sintomas neurológicos ou epigástricos que precedem a convulsão eclâmpica, indicando risco iminente.
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