CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2024
Gestante de 34 semanas com quadro de pré-eclâmpsia grave é atendida na emergência em crise hipertensiva. Medidas imediatas são tomadas para efetivo controle pressórico. O obstetra não administra diurético porque:
Pré-eclâmpsia grave → Hemoconcentração e ↓ volume intravascular → Diuréticos contraindicados.
Diuréticos são contraindicados na pré-eclâmpsia grave porque, apesar do edema, a gestante apresenta hemoconcentração e redução do volume intravascular efetivo. A administração de diuréticos poderia agravar essa hipovolemia relativa, comprometendo ainda mais a perfusão placentária e renal.
A pré-eclâmpsia é uma condição hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação, podendo evoluir para formas graves com disfunção de órgãos-alvo. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, exigindo manejo cuidadoso e precoce. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve disfunção endotelial generalizada, vasoconstrição e aumento da permeabilidade capilar. Apesar do edema generalizado, a gestante com pré-eclâmpsia grave apresenta hemoconcentração e uma redução do volume intravascular efetivo, o que a torna funcionalmente hipovolêmica. Este estado de hipovolemia relativa é crucial para entender as contraindicações de certas terapias. No manejo da crise hipertensiva na pré-eclâmpsia grave, o objetivo é controlar a pressão arterial sem comprometer a perfusão de órgãos vitais ou a unidade feto-placentária. Diuréticos são estritamente contraindicados, pois ao reduzir ainda mais o volume intravascular, podem agravar a hipoperfusão placentária e renal, com potenciais danos ao feto e à mãe. O tratamento envolve anti-hipertensivos específicos e, em muitos casos, a interrupção da gestação.
Apesar do edema, a pré-eclâmpsia causa extravasamento de líquido do espaço intravascular para o interstício, levando a uma redução do volume plasmático efetivo e, consequentemente, hemoconcentração.
O uso de diuréticos pode exacerbar a hipovolemia relativa, comprometendo a perfusão placentária e renal, além de aumentar o risco de hipotensão e choque.
A conduta inicial inclui o uso de anti-hipertensivos intravenosos como hidralazina, labetalol ou nifedipino oral, visando o controle pressórico sem comprometer o volume intravascular.
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