UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2015
Primigesta na 34ª semana de gestação é internada com hipertensão arterial (PA = 165/115 mmHg), plaquetopenia (60.000/mm³), enzimas hepáticas elevadas. Realiza-se uma ultrassonografia com dopplerfluxometria e são detectados oligo-hidrâmnio e diástole zero na artéria umbilical. A conduta adequada, nesse caso, é:
Pré-eclâmpsia grave + sofrimento fetal (diástole zero/reversa) = estabilizar mãe (hipotensor, MgSO4) e parto imediato (cesariana).
O quadro clínico da paciente (PA elevada, plaquetopenia, enzimas hepáticas elevadas) sugere pré-eclâmpsia grave, possivelmente Síndrome HELLP. A dopplerfluxometria com diástole zero na artéria umbilical e oligo-hidrâmnio indica comprometimento fetal grave e sofrimento. Nesses casos, a conduta é estabilizar a mãe (controle pressórico, sulfato de magnésio para neuroproteção) e realizar a interrupção da gestação por cesariana de forma imediata.
A pré-eclâmpsia é uma condição hipertensiva da gestação caracterizada por hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg) após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria ou disfunção de órgãos-alvo. A pré-eclâmpsia grave, como no caso, apresenta PA ≥ 160/110 mmHg, plaquetopenia (<100.000/mm³), elevação de enzimas hepáticas, entre outros, podendo evoluir para Síndrome HELLP, uma forma grave com hemólise, enzimas hepáticas elevadas e plaquetopenia. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada e má perfusão placentária. A dopplerfluxometria da artéria umbilical com diástole zero ou reversa é um sinal de grave comprometimento fetal e insuficiência placentária, indicando alto risco de hipóxia e acidose fetal. O oligo-hidrâmnio também é um marcador de sofrimento fetal crônico, refletindo a diminuição da perfusão renal fetal. A conduta em pré-eclâmpsia grave com sinais de sofrimento fetal é a interrupção imediata da gestação, após estabilização materna. Isso inclui controle da pressão arterial com hipotensores e profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio. A via de parto preferencial, nesse cenário de comprometimento fetal agudo, é a cesariana. A maturação pulmonar fetal com corticoterapia não deve atrasar a interrupção em casos de risco materno ou fetal iminente.
A pré-eclâmpsia grave é diagnosticada por pressão arterial ≥ 160/110 mmHg, plaquetopenia (<100.000/mm³), elevação de enzimas hepáticas (AST/ALT > 2x o normal), dor epigástrica ou em quadrante superior direito, insuficiência renal progressiva, edema pulmonar ou sintomas cerebrais/visuais.
A dopplerfluxometria da artéria umbilical avalia o fluxo sanguíneo placentário. A presença de diástole zero ou reversa indica aumento significativo da resistência vascular placentária, comprometimento fetal grave e risco elevado de hipóxia e acidose, sendo um forte preditor de desfechos perinatais adversos.
O sulfato de magnésio é utilizado para profilaxia e tratamento de convulsões (eclâmpsia) em pacientes com pré-eclâmpsia grave. Ele atua como um neuroprotetor, reduzindo a excitabilidade neuronal e o risco de crises convulsivas, sendo um pilar fundamental no manejo materno.
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