HIFA - Hospital Materno Infantil Francisco de Assis (ES) — Prova 2023
Paciente 17 anos, primigesta, IG 37 semanas e 2 dias, nega comorbidades. Dá entrada na maternidade com PA: 170x120mmHg, queixando cefaleia e epigastralgia. Informa movimentação fetal usual, nega perdas vaginais. Solicitado propedêutica HELLP, com resultado dentro da normalidade, exceto pela proteinúria positiva. De acordo com o quadro apresentado, assinale a MELHOR conduta para essa paciente.
Pré-eclâmpsia grave (PA ≥ 160/110 mmHg + sintomas) ≥ 37 semanas → Sulfato de Mg + anti-hipertensivo EV + interrupção da gestação.
A paciente apresenta pré-eclâmpsia grave (PA 170x120mmHg, cefaleia, epigastralgia) com 37 semanas e 2 dias de gestação. A conduta imediata inclui a prevenção de eclampsia com sulfato de magnésio, controle da pressão arterial com anti-hipertensivo endovenoso (como hidralazina) e a interrupção da gestação, que é a única "cura" para a pré-eclâmpsia, com a via de parto determinada por condições obstétricas.
A pré-eclâmpsia grave é uma condição hipertensiva gestacional que representa um risco significativo para a saúde materno-fetal. Caracteriza-se por hipertensão (PA ≥ 160/110 mmHg) e proteinúria, acompanhada de sinais e sintomas de disfunção de órgãos-alvo, como cefaleia, distúrbios visuais, dor epigástrica, ou alterações laboratoriais. No caso apresentado, a paciente com 37 semanas e 2 dias, PA elevada e sintomas de cefaleia e epigastralgia, configura um quadro de pré-eclâmpsia grave. A conduta para pré-eclâmpsia grave a termo (≥ 37 semanas) é a interrupção da gestação, pois o parto é a única "cura" definitiva para a doença. Antes do parto, é imperativo estabilizar a paciente. Isso inclui a administração de sulfato de magnésio para profilaxia de eclampsia, que é a complicação convulsiva da pré-eclâmpsia. Além disso, o controle agudo da pressão arterial com anti-hipertensivos endovenosos, como hidralazina ou labetalol, é essencial para prevenir complicações maternas como AVC. A via de parto (vaginal ou cesariana) deve ser determinada por indicações obstétricas, considerando as condições cervicais e o bem-estar fetal, não sendo a cesariana imediata a única opção. Residentes devem estar aptos a reconhecer rapidamente os sinais de pré-eclâmpsia grave e iniciar o manejo adequado para garantir a segurança da mãe e do feto.
Os critérios incluem PA ≥ 160/110 mmHg, plaquetas < 100.000, creatinina > 1.1 mg/dL ou duplicação, enzimas hepáticas elevadas (2x normal), edema pulmonar, sintomas cerebrais ou visuais, ou dor epigástrica/quadrante superior direito.
O sulfato de magnésio é o fármaco de escolha para a prevenção e tratamento das convulsões eclâmpticas em pacientes com pré-eclâmpsia grave, atuando como um neuroprotetor e anticonvulsivante.
A interrupção da gestação é indicada em todos os casos de pré-eclâmpsia grave a partir de 34 semanas, ou em qualquer idade gestacional se houver sinais de iminência de eclampsia, comprometimento materno ou fetal, ou síndrome HELLP.
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