UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2022
Primigesta, 17 anos, sem pré-natal, com 33 semanas e 2 dias de gestação, procura maternidade, apresentando cefaleia intensa, náusea e edema de membros inferiores há 3 dias. Hoje, queixa-se de cefaleia occipital, vômitos, turvação visual e epigastralgia. Ao exame físico: PA 180 x 110 mmHg, dinâmica uterina ausente, tônus uterino normal, BCF 124 bpm. Ao toque vaginal, colo grosso, posterior, impérvio, sem perdas por via vaginal. A conduta correta para essa situação é:
Pré-eclâmpsia grave com iminência de eclâmpsia → Internar, estabilizar PA (Hidralazina), prevenir convulsão (Sulfato Mg), avaliar feto, exames.
A paciente apresenta quadro de pré-eclâmpsia grave com sinais de iminência de eclâmpsia (cefaleia intensa, turvação visual, epigastralgia, PA elevada). A conduta inicial é a internação para estabilização materna, controle da pressão arterial com anti-hipertensivos (ex: hidralazina EV) e prevenção de convulsões com sulfato de magnésio, além da avaliação da vitalidade fetal e exames laboratoriais.
A pré-eclâmpsia grave é uma complicação séria da gestação, caracterizada por hipertensão arterial e proteinúria após a 20ª semana de gestação, com sinais de disfunção orgânica materna ou fetal. A presença de sintomas como cefaleia intensa, turvação visual, epigastralgia, náuseas e vômitos, associados a uma pressão arterial ≥ 160/110 mmHg, indica iminência de eclâmpsia, uma emergência obstétrica que exige intervenção imediata. A conduta inicial para uma gestante com pré-eclâmpsia grave e iminência de eclâmpsia é a internação hospitalar para monitorização intensiva e estabilização materna. Isso inclui o controle rigoroso da pressão arterial com anti-hipertensivos intravenosos, como a hidralazina, labetalol ou nifedipina oral, para evitar complicações cerebrovasculares. Simultaneamente, deve-se iniciar a profilaxia ou tratamento das convulsões com sulfato de magnésio, que é o neuroprotetor de escolha. Após a estabilização materna, é fundamental realizar exames laboratoriais para avaliar a função renal, hepática e hematológica, além de monitorar a vitalidade fetal (cardiotocografia, perfil biofísico). A decisão sobre a interrupção da gravidez deve ser individualizada, considerando a idade gestacional, a gravidade do quadro materno e a condição fetal. Em gestações pré-termo (como 33 semanas), a corticoterapia para maturação pulmonar fetal pode ser administrada antes da interrupção, se o tempo permitir e a condição materna estiver estável.
Os sinais de iminência de eclâmpsia incluem cefaleia intensa e persistente (geralmente occipital ou frontal), turvação visual, escotomas cintilantes, dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, náuseas, vômitos e hiperreflexia.
O sulfato de magnésio é o fármaco de escolha para a prevenção e tratamento das convulsões eclâmpticas, agindo como um anticonvulsivante e neuroprotetor, sendo crucial na estabilização de pacientes com pré-eclâmpsia grave.
A interrupção da gravidez é indicada na pré-eclâmpsia grave após a estabilização materna, controle da pressão arterial e prevenção de convulsões. A decisão sobre o momento e a via de parto depende da idade gestacional, vitalidade fetal e condições cervicais.
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