Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2024
As gestantes com diagnóstico de pré-eclâmpsia grave deverão ser internadas, solicitados os exames de rotina e avaliadas as condições maternas e fetais. Marque alternativa correta.
Pré-eclâmpsia grave: internar, avaliar materno/fetal, iniciar anti-hipertensivos de ação rápida.
Em gestantes com pré-eclâmpsia grave, a internação é mandatória para monitoramento rigoroso materno e fetal. A administração de anti-hipertensivos de ação rápida é crucial para controlar a pressão arterial e prevenir complicações graves como AVC, enquanto se avalia o momento ideal para a interrupção da gravidez.
A pré-eclâmpsia grave é uma complicação séria da gravidez, caracterizada por hipertensão arterial e proteinúria, ou sinais de disfunção de órgão-alvo, que pode levar a morbidade e mortalidade materna e perinatal significativas. A sua incidência varia, mas é uma das principais causas de internação e intervenção obstétrica em gestantes. O diagnóstico de pré-eclâmpsia grave exige internação hospitalar para monitoramento contínuo da mãe e do feto. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial e vasoespasmo generalizado, resultando em hipertensão e comprometimento de múltiplos órgãos. O controle da pressão arterial é primordial para prevenir complicações maternas agudas, como acidente vascular cerebral. A conduta inicial na pré-eclâmpsia grave inclui a administração de anti-hipertensivos de ação rápida para estabilizar a pressão arterial, como labetalol ou hidralazina intravenosos. Além disso, é fundamental a avaliação da vitalidade fetal e a administração de sulfato de magnésio para prevenção de eclâmpsia. A decisão sobre o momento da interrupção da gravidez é individualizada, considerando a idade gestacional e a gravidade do quadro materno-fetal, sendo a via de parto preferencial a vaginal, se não houver contraindicações obstétricas.
Incluem pressão arterial ≥ 160/110 mmHg, proteinúria, e/ou sinais de disfunção de órgão-alvo (cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas, insuficiência renal, edema pulmonar).
Labetalol intravenoso, hidralazina intravenosa e nifedipino oral são as opções mais comuns para o controle agudo da pressão arterial em gestantes com pré-eclâmpsia grave.
A interrupção é indicada se a idade gestacional for ≥ 34 semanas ou se houver deterioração materna ou fetal, independentemente da idade gestacional, após estabilização da mãe.
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