HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2025
A presença de sintomas neurológicos e alterações laboratoriais indica pré-eclâmpsia grave.
Pré-eclâmpsia grave = PA ≥160/110 mmHg OU sintomas neurológicos/visuais OU dor epigástrica/hipocôndrio direito OU alterações lab (plaquetas <100k, Cr >1.1, transaminases 2x LSN, edema pulmonar).
A pré-eclâmpsia grave é definida pela presença de hipertensão arterial associada a proteinúria, acompanhada de sintomas de disfunção de órgão-alvo ou alterações laboratoriais específicas, como cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, plaquetopenia, elevação de transaminases ou edema pulmonar. O reconhecimento precoce é crucial para o manejo adequado.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões, com 4h de intervalo, após 20 semanas de gestação) e proteinúria (≥ 300 mg em 24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3). A pré-eclâmpsia grave é uma forma mais severa da doença, com risco aumentado de morbimortalidade materna e perinatal, exigindo atenção e manejo imediatos. Os critérios para pré-eclâmpsia grave incluem pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg, sintomas neurológicos (cefaleia persistente, distúrbios visuais), dor epigástrica ou no hipocôndrio direito, edema pulmonar, oligúria, e alterações laboratoriais como plaquetopenia (< 100.000/mm³), elevação das transaminases hepáticas (duas vezes o limite superior da normalidade) e insuficiência renal (creatinina sérica > 1,1 mg/dL ou duplicação da creatinina basal). O reconhecimento desses sinais e sintomas é vital para o manejo imediato, que pode incluir internação, controle rigoroso da pressão arterial com anti-hipertensivos, profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio e, muitas vezes, a interrupção da gestação para prevenir a progressão para eclâmpsia, síndrome HELLP ou outras complicações graves. A monitorização fetal e materna é intensificada nesses casos para garantir os melhores desfechos possíveis.
Os sintomas neurológicos incluem cefaleia persistente e refratária a analgésicos comuns, distúrbios visuais (escotomas, visão turva, diplopia) e, em casos mais graves, convulsões (eclâmpsia). Esses sinais indicam comprometimento do sistema nervoso central.
As alterações laboratoriais incluem plaquetopenia (<100.000/mm³), elevação das enzimas hepáticas (transaminases duas vezes o limite superior da normalidade), insuficiência renal (creatinina sérica >1,1 mg/dL ou duplicação da creatinina basal) e edema pulmonar, refletindo disfunção de múltiplos órgãos.
A identificação precoce da pré-eclâmpsia grave é crucial para iniciar o manejo adequado, que inclui controle da pressão arterial, profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio e, frequentemente, a interrupção da gestação, a fim de prevenir complicações maternas e fetais graves como eclâmpsia, síndrome HELLP e óbito.
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