Pré-eclâmpsia Grave: Manejo e Complicações Maternas

AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2023

Enunciado

G.S, 35 anos, G1, idade gestacional de 30 semanas, procura consulta em pronto socorro referindo queixa de cefaleia. Nega outras queixas significativas. Nega história prévia de doença hipertensiva. Ao exame, apresenta PA = 160x110; BCF variando entre 130 e 150bpm; estática fetal com feto longitudinal, cefálico, dorso à direita; movimentos fetais presentes; dinâmica uterina ausente; toque vaginal com colo longo, grosso, posterior, impérvio. Presença de edema de mãos e de membros inferiores até acima dos joelhos. Realizado exame com fita urinária no momento da consulta, que evidenciou presença de 3+++ de proteinúria. Sobre o caso, podemos afirmar:

Alternativas

  1. A) A paciente é portadora de pré-eclâmpsia, já que possui hipertensão e mais dois outros critérios diagnósticos - proteinúria e edema.
  2. B) O uso de medicações anti-hipertensivas em um quadro como esse não é capaz de impedir a progressão do curso da doença, e tem o objetivo apenas de evitar complicações associadas à hipertensão grave, como hemorragia cerebrovascular e encefalopatia hipertensiva.
  3. C) A droga de escolha para a prevenção das convulsões eclâmpticas em quadros como esse é o sulfato de magnésio, devido a maior segurança para o feto, apesar de sua eficácia ser inferior a outras drogas, como a fenitoína.
  4. D) Na ocorrência de convulsões eclâmpticas, o manejo recomendado é o controle farmacológico da convulsão e a interrupção imediata da gestação via cesareana, de modo a prevenir novas crises.

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