UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2015
Primigesta de 34 semanas refere queixa de cefaleia, escotomas e turvação visual há 6 horas. Ao exame físico: pressão arterial= 165 x 120 mmHg, edema 4+ em membros inferiores, altura uterina = 32 cm, apresentação pélvica, batimento cardíaco fetal = 144 bpm. Colo pérvio para 3,0 cm.Qual a hipótese diagnóstica?Qual o principal medicamento a ser administrado neste caso e sua dose?
Primigesta 34 sem + PA > 160/110 + sintomas visuais/cefaleia → Pré-eclâmpsia grave. Sulfato de magnésio.
A paciente apresenta critérios para pré-eclâmpsia grave (hipertensão, proteinúria ou sinais de disfunção orgânica como sintomas visuais e cefaleia). O principal medicamento é o sulfato de magnésio para prevenção de convulsões (eclâmpsia), com dose de ataque e manutenção.
A pré-eclâmpsia é uma condição hipertensiva específica da gravidez, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação, ou hipertensão com sinais de disfunção de órgãos-alvo. A pré-eclâmpsia grave, como no caso descrito, apresenta critérios mais severos de pressão arterial e/ou sintomas de disfunção orgânica, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada e má perfusão placentária, levando a vasoconstrição e aumento da permeabilidade vascular. Os sintomas como cefaleia, escotomas e turvação visual são indicativos de disfunção do sistema nervoso central e risco iminente de eclâmpsia. O diagnóstico é clínico e laboratorial, exigindo atenção imediata. O manejo da pré-eclâmpsia grave inclui monitorização rigorosa da mãe e do feto, controle da pressão arterial e, crucialmente, a administração de sulfato de magnésio para prevenir convulsões. A dose típica é um ataque intravenoso de 4-6g seguido de manutenção de 1-2g/hora. A decisão sobre o momento do parto é complexa e depende da idade gestacional e da gravidade do quadro, visando o melhor desfecho materno-fetal.
A pré-eclâmpsia grave é diagnosticada pela presença de hipertensão (PA sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg) e proteinúria, ou hipertensão com sinais de disfunção orgânica (cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas, insuficiência renal).
O sulfato de magnésio é o medicamento de escolha para a prevenção e tratamento das convulsões eclâmpticas, agindo como um anticonvulsivante e neuroprotetor.
A dose de ataque intravenosa é de 4 a 6 gramas em 20 a 30 minutos, seguida por uma dose de manutenção de 1 a 2 gramas por hora em infusão contínua, ajustada pela função renal e reflexos patelares.
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