Pré-eclâmpsia Grave e HELLP: Conduta e Manejo

HSL Copacabana - Hospital São Lucas Copacabana (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Mulher, 28 anos, GI P0, sem comorbidades. IG 32 semanas, queixa-se de visão turva e cefaleia. PA 180x 100 mmHg Ht 32 Hb 9,9 Na 140 K 4,0 Cr 1,2 U 45 Plaquetas 70 mil LDH 800 BT 1,9 (BD 0,3 BI 1,6) TGO 110 TGP 140 e esfregaço de sangue periférico com esquizócitos. Não há sinais de sofrimento fetal. Assinale a melhor conduta:

Alternativas

  1. A) Cesariana com 37 semanas
  2. B) Hidralazina Venosa, Sulfato de Magnésio 4g IV + 2g/h, USG abdominal, corticóide e cesárea 24 a 48 h após
  3. C) Nifedipina Oral, Sulfato de Magnésio 4g IV + 2g/h, corticóide, hospitalização até parto a partir de 37 semanas
  4. D) Furosemida venosa, diazepam venoso e cesárea imediatamente
  5. E) Hidralazina oral, Sulfato de Magnésio 1g + 1g/h, corticóide, hospitalização e parto 48-72h após

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia grave com HELLP → Estabilizar mãe, sulfato de magnésio, corticoides para feto, parto em 24-48h.

Resumo-Chave

A paciente apresenta pré-eclâmpsia grave com sinais de Síndrome HELLP (plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas, hemólise com esquizócitos). A conduta envolve estabilização da pressão arterial (hidralazina), prevenção de convulsões (sulfato de magnésio), maturação pulmonar fetal (corticoides) e interrupção da gestação em 24-48h.

Contexto Educacional

A paciente apresenta um quadro de pré-eclâmpsia grave, evidenciado pela pressão arterial elevada (180x100 mmHg) e sintomas como visão turva e cefaleia. Além disso, os exames laboratoriais (plaquetas 70 mil, LDH 800, TGO 110, TGP 140, esquizócitos) confirmam a presença da Síndrome HELLP, uma complicação grave da pré-eclâmpsia. A Síndrome HELLP é uma emergência obstétrica que exige manejo rápido e eficaz. A conduta inclui a estabilização da pressão arterial materna com anti-hipertensivos venosos (como a hidralazina), a prevenção de convulsões com sulfato de magnésio (dose de ataque seguida de manutenção) e a administração de corticoides (betametasona ou dexametasona) para acelerar a maturação pulmonar fetal, especialmente em gestações com menos de 34 semanas. O tratamento definitivo para a pré-eclâmpsia grave e Síndrome HELLP é a interrupção da gestação. Se a idade gestacional for < 34 semanas e a condição materna permitir, aguarda-se 24-48 horas para que os corticoides façam efeito. Após esse período, ou imediatamente se houver instabilidade materna ou sofrimento fetal, o parto (geralmente cesariana) deve ser realizado. A ultrassonografia abdominal é importante para avaliar o bem-estar fetal e a placenta.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos da Síndrome HELLP?

A Síndrome HELLP é caracterizada por Hemólise (LDH elevada, esquizócitos, bilirrubina indireta aumentada), Enzimas hepáticas elevadas (TGO/TGP > 2x o limite superior da normalidade) e Plaquetopenia (< 100.000/mm³).

Qual a importância do sulfato de magnésio na pré-eclâmpsia grave?

O sulfato de magnésio é o fármaco de escolha para a profilaxia e tratamento das convulsões (eclâmpsia) em pacientes com pré-eclâmpsia grave, agindo como um neuroprotetor e anticonvulsivante.

Quando a gestação deve ser interrompida em casos de pré-eclâmpsia grave?

Em gestações com pré-eclâmpsia grave ou Síndrome HELLP, a interrupção da gestação é o tratamento definitivo. Se a idade gestacional for < 34 semanas, pode-se aguardar 24-48 horas para administração de corticoides para maturação pulmonar fetal, desde que a condição materna esteja estável.

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