UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2021
As síndromes hipertensivas intercorrentes na gestação, em especial a pré-eclâmpsia (PE), acarretam risco real e impacto significativo nos indicadores relacionados à saúde materna e infantil. Além de constituir fator causal relativo às mortes maternas e perinatais, a PE implica limitações definitivas na saúde materna e graves problemas decorrentes da prematuridade iatrogênica associada, e é a principal causa de prematuridade eletiva no Brasil.PRÉ-ECLÂMPSIA nos seus diversos aspectos. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), 2017.É um indicador de pré-eclâmpsia grave:
Pré-eclâmpsia grave → Dor epigástrica ou em hipocôndrio direito é um sinal de alerta.
A dor epigástrica ou em hipocôndrio direito na pré-eclâmpsia grave indica distensão da cápsula de Glisson devido a edema ou hemorragia hepática, sendo um sinal de iminência de eclampsia ou síndrome HELLP, exigindo conduta imediata.
A pré-eclâmpsia (PE) é uma síndrome hipertensiva da gestação que se manifesta após a 20ª semana, caracterizada por hipertensão e proteinúria, ou hipertensão com disfunção de órgãos-alvo na ausência de proteinúria. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, e a principal causa de prematuridade iatrogênica no Brasil, devido à necessidade de interrupção da gestação. A identificação da pré-eclâmpsia grave é crucial para o manejo adequado e a prevenção de complicações como eclampsia, síndrome HELLP, descolamento prematuro de placenta e insuficiência renal aguda. Os critérios de gravidade incluem níveis pressóricos muito elevados, disfunção hepática (dor epigástrica/hipocôndrio direito, elevação de enzimas), disfunção renal (creatinina elevada, oligúria), alterações hematológicas (plaquetopenia), sintomas neurológicos (cefaleia, distúrbios visuais) e edema pulmonar. A dor epigástrica, em particular, é um sinal de alerta para comprometimento hepático grave. O tratamento da pré-eclâmpsia grave visa estabilizar a mãe, prevenir convulsões (com sulfato de magnésio) e controlar a pressão arterial. A decisão sobre o momento do parto é complexa e depende da idade gestacional, da gravidade da doença e das condições maternas e fetais, sendo a interrupção da gestação o tratamento definitivo. O manejo deve ser realizado em ambiente hospitalar com equipe multidisciplinar.
Os critérios incluem pressão arterial ≥ 160/110 mmHg, plaquetas < 100.000/mm³, creatinina sérica > 1,1 mg/dL ou duplicação, enzimas hepáticas elevadas (AST/ALT > 2x o normal), edema pulmonar, sintomas visuais ou cerebrais, e dor epigástrica ou em hipocôndrio direito.
A dor epigástrica ou em hipocôndrio direito na pré-eclâmpsia grave é um sinal de comprometimento hepático, indicando distensão da cápsula de Glisson devido a edema ou hemorragia subcapsular, e pode preceder a síndrome HELLP ou eclampsia.
A conduta inicial envolve estabilização da paciente, controle da pressão arterial, prevenção de convulsões com sulfato de magnésio e, frequentemente, a interrupção da gestação, dependendo da idade gestacional e das condições maternas e fetais.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo