Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2022
Paciente de 31 anos de idade, tercigesta, com gestação de 28 semanas, comparece ao serviço de atendimento de urgência com as seguintes queixas: dor intensa em andar superior do abdome, cefaleia, fotopsia e turvação visual. Ao ser avaliada, detectou-se pressão arterial (PA) de 160 x 110 mmHg (primeira medida) e de 160 x 120 mmHg (segunda medida). Com relação ao caso clínico descrito, qual é a conduta correta?
Pré-eclâmpsia grave (PA ≥ 160/110 mmHg + sintomas) → Anti-hipertensivo + Sulfato de Magnésio + propedêutica HELLP.
A paciente apresenta quadro de pré-eclâmpsia grave (PA ≥ 160/110 mmHg e sintomas como dor epigástrica, cefaleia, fotopsia). A conduta imediata inclui o controle da pressão arterial com anti-hipertensivos, profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio e investigação de complicações como a síndrome HELLP, além de considerar a interrupção da gestação devido à idade gestacional e gravidade.
A pré-eclâmpsia é uma complicação grave da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação. A forma grave, como a descrita no caso (PA ≥ 160/110 mmHg, cefaleia, fotopsia, dor epigástrica), exige manejo imediato devido ao risco de eclâmpsia, síndrome HELLP, acidente vascular cerebral e morte materna e fetal. A idade gestacional de 28 semanas a torna ainda mais crítica, com maior risco de prematuridade extrema. A conduta inicial na pré-eclâmpsia grave visa estabilizar a paciente e prevenir complicações. Isso inclui o controle rigoroso da pressão arterial com anti-hipertensivos (ex: hidralazina, labetalol, nifedipino) e, crucialmente, a administração de sulfato de magnésio para profilaxia de convulsões. A investigação para síndrome HELLP (hemólise, enzimas hepáticas elevadas, plaquetas baixas) é imperativa, pois essa é uma complicação potencialmente fatal que requer atenção imediata. A decisão sobre a interrupção da gestação é complexa e depende da idade gestacional, gravidade da doença e condição fetal. Em 28 semanas, busca-se estabilizar a mãe e, se possível, administrar corticoide para amadurecimento pulmonar antes da interrupção, mas a deterioração materna ou fetal pode exigir a interrupção imediata. O conhecimento aprofundado desses protocolos é vital para a segurança da mãe e do bebê, sendo um tópico frequente em provas de residência.
Pré-eclâmpsia grave é diagnosticada por pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg em duas ocasiões, com sintomas como cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica/hipocôndrio direito, ou achados laboratoriais como plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas, insuficiência renal ou edema pulmonar.
O sulfato de magnésio é o agente de escolha para a prevenção e tratamento das convulsões eclâmpticas, atuando como um anticonvulsivante e neuroprotetor. Ele deve ser iniciado imediatamente em casos de pré-eclâmpsia grave para reduzir o risco materno.
A interrupção da gestação é indicada em casos de pré-eclâmpsia grave a partir de 34 semanas. Antes de 34 semanas, pode-se considerar a conduta expectante com corticoide para amadurecimento pulmonar se a condição materna e fetal estiver estável, mas a deterioração materna ou fetal exige interrupção imediata.
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