CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2024
Em pacientes com quadro de pré-eclâmpsia grave pode ocorrer lesão hepática. Nestes casos o achado anatomopatológico característico é:
Pré-eclâmpsia grave com lesão hepática → necrose hemorrágica periportal é o achado anatomopatológico característico.
A lesão hepática na pré-eclâmpsia grave, frequentemente associada à Síndrome HELLP, é caracterizada por necrose hemorrágica periportal. Isso ocorre devido à disfunção endotelial e vasoespasmo que levam à isquemia e necrose dos hepatócitos na zona periportal.
A pré-eclâmpsia grave é uma condição hipertensiva da gravidez que pode levar a disfunção de múltiplos órgãos, incluindo o fígado. A lesão hepática é uma complicação séria e pode ser um componente da Síndrome HELLP (Hemólise, Enzimas hepáticas elevadas, Plaquetas baixas), que representa uma forma grave de pré-eclâmpsia. Compreender os achados anatomopatológicos específicos é crucial para o diagnóstico e manejo adequados, bem como para a compreensão da fisiopatologia da doença. A fisiopatologia da lesão hepática na pré-eclâmpsia envolve disfunção endotelial generalizada, vasoespasmo e ativação plaquetária, que resultam em isquemia e microtrombos nos sinusoides hepáticos. Isso leva a danos nos hepatócitos, especialmente na região periportal. O achado histopatológico mais característico é a necrose hemorrágica periportal, onde há necrose de hepatócitos e depósitos de fibrina e hemácias nos sinusoides, predominantemente nas zonas periportais. Para residentes em obstetrícia e patologia, o reconhecimento desses achados é vital. A necrose hemorrágica periportal pode levar a complicações como ruptura hepática, uma emergência obstétrica com alta mortalidade. O manejo da pré-eclâmpsia grave e da Síndrome HELLP exige monitorização rigorosa, controle da pressão arterial, prevenção de convulsões com sulfato de magnésio e, frequentemente, a interrupção da gravidez, que é o tratamento definitivo. O conhecimento detalhado da patologia ajuda a antecipar e gerenciar essas complicações.
A pré-eclâmpsia grave pode levar à lesão hepática devido à disfunção endotelial generalizada e vasoespasmo, resultando em isquemia e necrose dos hepatócitos. Isso é particularmente evidente na Síndrome HELLP, uma complicação grave da pré-eclâmpsia.
A necrose hemorrágica periportal é um achado histopatológico característico da lesão hepática na pré-eclâmpsia grave. Refere-se à morte celular (necrose) e extravasamento de sangue (hemorragia) ao redor das tríades portais nos lóbulos hepáticos, refletindo a isquemia e dano vascular.
Não, a endoteliose capilar sinusoidal é o achado anatomopatológico renal mais característico da pré-eclâmpsia, onde há inchaço das células endoteliais dos capilares glomerulares. A lesão hepática na pré-eclâmpsia é primariamente a necrose hemorrágica periportal.
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