HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2025
Paciente IIGIPN, 35 anos, primeira gestação com o atual parceiro, apresenta-se na 35ª semana gestacional com PA: 173 x 121 mmHg, confirmada após repouso em DLE, dor epigástrica e náuseas.A melhor conduta é:
Pré-eclâmpsia grave (PA >160/110 + sintomas) >34 semanas → Internar, exames, anti-hipertensivo, sulfato de magnésio, indução do parto.
A paciente apresenta quadro de pré-eclâmpsia grave (hipertensão severa + sintomas como dor epigástrica e náuseas) em 35 semanas de gestação. A conduta inclui internação, exames para avaliar lesão de órgão-alvo, controle da pressão arterial (hidralazina), prevenção de convulsões (sulfato de magnésio) e interrupção da gestação, que é o tratamento definitivo. A indução do parto é preferível à cesariana se as condições forem favoráveis e após estabilização.
A pré-eclâmpsia grave é uma complicação séria da gestação, caracterizada por hipertensão e disfunção de órgãos-alvo, que pode levar a morbimortalidade materna e fetal significativas. O caso clínico apresenta uma gestante de 35 semanas com hipertensão severa (PA 173 x 121 mmHg) e sintomas como dor epigástrica e náuseas, que são indicativos de gravidade e possível comprometimento hepático ou síndrome HELLP iminente. A conduta imediata para pré-eclâmpsia grave em gestações a termo ou próximo ao termo (≥34 semanas) envolve a internação hospitalar para monitoramento intensivo. É fundamental coletar exames laboratoriais para avaliar a extensão da lesão de órgãos (função renal, hepática, plaquetas, LDH, ácido úrico). O controle da pressão arterial é feito com anti-hipertensivos de ação rápida, como a hidralazina intravenosa. O sulfato de magnésio é essencial para a prevenção e tratamento das convulsões eclâmpticas, sendo iniciado prontamente. O tratamento definitivo da pré-eclâmpsia é a interrupção da gestação. Em 35 semanas, a indução do parto é a via preferencial, desde que as condições cervicais sejam favoráveis e a mãe esteja estabilizada. A cesariana é reservada para indicações obstétricas ou falha na indução. O uso de corticoides para maturação pulmonar fetal é geralmente considerado em gestações mais prematuras (<34 semanas), mas pode ser avaliado entre 34 e 36+6 semanas em casos selecionados, embora a prioridade aqui seja a estabilização materna e interrupção.
Pré-eclâmpsia grave é diagnosticada por PA sistólica ≥160 mmHg ou diastólica ≥110 mmHg, proteinúria, e/ou sinais e sintomas de disfunção de órgão-alvo, como dor epigástrica, náuseas, cefaleia, distúrbios visuais, edema pulmonar, disfunção hepática ou renal.
O sulfato de magnésio é a medicação de escolha para a prevenção e tratamento das convulsões eclâmpticas, agindo como um anticonvulsivante e neuroprotetor.
A interrupção da gestação é o tratamento definitivo para a pré-eclâmpsia. Em casos graves, especialmente após 34 semanas, a interrupção é indicada após estabilização materna, preferencialmente por indução do parto se não houver contraindicações obstétricas.
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